Nesta sexta-feira, a polícia do Rio de Janeiro prendeu um homem acusado de participar do ataque contra um morador de rua, no Pechincha, zona Oeste do Rio. O crime aconteceu na última terça-feira (19/02).
A vítima, um homem em situação de rua, dormia na calçada quando foi atacado por um adolescente. O menor arremessou coquetéis molotov na vítima, que sofreu queimaduras em 60% do corpo.
Durante as investigações, a polícia identificou que o adolescente contou com ajuda para a pratica do crime. Um soldado do exército brasileiro, identificado como Miguel Felipe dos Santos Guimarães da Silva (20), foi apontado como responsável pelas filmagens.
O atentado foi filmado e transmitido online de forma ao vivo, cerca de 220 pessoas assistiram o crime. O militar foi preso na saída da Ponte Rio-Niterói, direção Rio de Janeiro.
O criminoso deve responder por corrupção de menores, apologia ao nazismo, associação criminosa e tentativa de homicídio triplamente qualificada. Durante a abordagem, a polícia ainda encontrou conteúdo de pornográfico infantil nos aparelhos do soldado, que também deve responder pelo crime.
De acordo com a polícia, a dupla participa de uma comunidade online que se reúne para incitar crimes de ódio. Os participantes, além de cometer os crimes, são incentivados a compartilhar registros para provar que cometeram os crimes.
Segundo apurou a CNN, a quadrilha já vinha sendo monitorada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A identidade do soldado foi alcançada após um trabalho de cruzamento de dados por parte do Laboratório Cibernécito da Diretoria de Operações do Ministério da Justiça.
A polícia também contou com a denúncia da avó e da irmã do adolescente, que o reconheceram nas imagens e procuraram a Delegacia do Tanque. Segundo as duas, o menor planejava fugir depois que o caso ganhou repercussão.

