Em uma das piores situações do ano nas estradas de Pernambuco, foi a vez de uma das sobreviventes do acidente de ônibus contar os momentos de pânico, neste último sábado, dia 18 de outubro.
O ônibus, que transportava sacoleiros da Bahia, teve sua viagem de volta interrompida de forma triste ao tombar na BR-423, deixando 15 mortos e 17 feridos na noite de sexta-feira.
A comerciante Marlete Batista Neves Fernandes concedeu uma entrevista à TV Sudoeste e falou sobre o desespero que viveu. “Eu só vi gente morta, sangue, gente gritando socorro. Foi uma loucura, entrei em estado de choque”, revelou a sobrevivente.
Com isso, ela também contou que precisou rasgar o próprio vestido para ajudar a estancar o sangue de uma amiga. Com a notícia do ocorrido, os detalhes dos momentos antes do acidente vieram à tona.
Marlete contou que o ônibus estava em alta velocidade. “Eu percebi que o ônibus começou a ter uma velocidade muito forte e falei: ‘o motorista está doido’. Nesse momento, ele começou a fazer zigue-zague”.
Neste momento de dor, a sobrevivente ainda vive a angústia de não saber o paradeiro de sua cunhada, que também estava no ônibus. Ela contou que está desesperada e que necessita saber se a parente está no hospital ou no IML.
O motorista do ônibus, que sobreviveu, alegou falha nos freios. O respeito pelo o que a dor de tantas famílias representa guia agora a investigação da polícia e a difícil tarefa de identificação dos corpos.
No momento, as famílias das vítimas aguardam por notícias. Para muitos, existe a sensação de que se tratou de uma viagem de trabalho que, como disse Marlete, “era pra ser uma viagem feliz”, mas que terminou de forma triste proporções devastadoras.

