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“Se mordia de dor”, diz mãe da jovem que morreu de câncer ao passar 6 anos presa injustamente

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A mãe da jovem que foi presa de forma injusta fez um desabafo e uma denúncia pública após sua filha não ter sobrevivido a um câncer.

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Após uma triste falha do sistema judicial, a história de Dâmaris Vitória Kremer da Rosa ganhou um desfecho devastador, nesta última segunda-feira, dia 27 de outubro, aos 26 anos de idade.

A jovem faleceu em decorrência de um câncer de colo do útero, diagnosticado na prisão, apenas 74 dias após ser absolvida por um crime que não cometeu, depois de passar seis anos presa preventivamente no Rio Grande do Sul.

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A mãe da vítima, Claudete Kremer Sott, de 51 anos,  em uma entrevista à Rádio Gaúcha, relatou o sofrimento extremo da filha no cárcere, e fez uma denúncia pública. “Ela se mordia de dor”, destacou.

Segundo ela, Dâmaris gritava de dor, e as outras detentas, penalizadas, davam seus próprios remédios a ela, “porque não aguentavam ver ela gritando de dor e não davam um paracetamol para tomar”.

Com a notícia da morte, as condições desumanas do presídio de Rio Pardo, um dos locais por onde ela passou, foram descritas pela mãe, deixando a situação ainda mais entristecedora.

“É uma antiga senzala onde as baratas caminham por cima das camas, por cima dos alimentos. Não tem pátio nem para as visitas. Quando chove, a gente fica na chuva”, contou Claudete.

A defesa da jovem sempre alegou inocência, mas Dâmaris foi presa em 2019, acusada de atrair uma vítima de assassinato para seu namorado, e infelizmente, seu fim foi triste.

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A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) nega a negligência e afirma que Dâmaris recebeu 326 atendimentos de saúde. A Justiça, no entanto, só converteu a prisão em domiciliar em março de 2025, quando o câncer já estava em estágio avançado.

Em agosto, Dâmaris foi finalmente absolvida por falta de provas, mas a liberdade veio tarde demais. A mãe contou que apesar de tudo, a filha não queria desistir e sonhava em cursar biomedicina.

No momento, a família lida com o luto e a revolta. A advogada do caso ainda relatou que a jovem foi obrigada a usar tornozeleira eletrônica durante todo o tratamento de quimioterapia e radioterapia, mesmo com pedidos de remoção.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.