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SC: Quatro tornados da categoria EF3 já atingiram o estado e deixaram rastro de destruição

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Se trata do mesmo fenomêno climático que devastou cidade do PR.

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O recente tornado que devastou a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, reascende a memória de fenômenos semelhantes já registrados no Sul do Brasil. Classificado como EF3 na Escala Fujita Aprimorada — que mede a intensidade de tornados com base nos danos provocados —, o episódio não é inédito na região.

O estado de Santa Catarina, vizinho ao Paraná, já enfrentou episódios de mesma magnitude ao longo dos últimos anos, conforme levantamento da Epagri/Ciram, órgão meteorológico catarinense.

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A cidade de Xanxerê, por exemplo, localizada a cerca de 200 km do ponto atingido no Paraná, foi palco do último tornado EF3 registrado em Santa Catarina, no ano de 2015.

Na ocasião, duas pessoas morreram, outras 120 ficaram feridas e aproximadamente mil ficaram desabrigadas. Os ventos, segundo o Inmet, variaram de 100 km/h até impressionantes 330 km/h, provocando o colapso de torres de energia projetadas para resistir a ventos de até 200 km/h.

Carros chegaram a ser arremessados e capotaram lateralmente, evidenciando o comportamento cíclico e altamente destrutivo dos ventos. Outros registros marcantes de tornados EF3 no estado incluem São Joaquim (2004), Guaraciaba (2009) e Ibirama (2014), todos localizados em áreas propensas à formação de tempestades severas.

A explicação está no posicionamento geográfico da região sul, onde diferentes massas de ar se encontram: frias e secas vindas do sul do continente colidem com massas quentes e úmidas que sobem do interior, criando um ambiente instável favorável à formação de tornados.

Meteorologistas alertam que, embora tornados sejam fenômenos complexos e difíceis de prever com exatidão, sua ocorrência no Sul do Brasil não é rara. A imprevisibilidade, mesmo diante de avanços tecnológicos, reforça a importância de estratégias de prevenção, monitoramento e educação da população sobre como agir diante de alertas meteorológicos.

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A distinção entre tornados e ciclones também merece atenção. Enquanto o tornado é uma coluna de ar em rotação que desce da nuvem até o solo com alto potencial destrutivo, o ciclone é um sistema de baixa pressão atmosférica que favorece a formação de tempestades ao movimentar massas de ar de diferentes temperaturas.

No sul do Brasil, os ciclones extratropicais são comuns e frequentemente atuam como gatilhos para tempestades que, em casos extremos, podem evoluir para tornados. Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!

O histórico de eventos como esses reforça o alerta permanente sobre os riscos climáticos na região Sul e a necessidade contínua de investimentos em infraestrutura de prevenção e sistemas de alerta para mitigar os impactos à população.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.