Acidentes envolvendo instalações elétricas improvisadas continuam sendo uma das principais causas de ocorrências fatais em áreas rurais do Brasil. Em locais de díficil acesso, a realização de um resgate pode ser mais demorado.
Segundo especialistas em segurança, o uso inadequado da rede elétrica convencional para cercas ou equipamentos sem dispositivos de proteção aumenta significativamente o risco de choques graves.
Em propriedades agrícolas, onde soluções caseiras ainda são comuns, a ausência de sistemas adequados de isolamento e pulsação pode transformar medidas de proteção em situações de alto perigo.
Na manhã desta sexta-feira (20), um homem de 71 anos morreu após sofrer uma descarga elétrica na localidade da Geral do Molha, em Nova Trento, Santa Catarina. O atendimento foi acionado por volta das 9h15.
Equipes do Corpo de Bombeiros de São João Batista, do SAMU de Nova Trento e o helicóptero Arcanjo 01 foram deslocados para prestar socorro. Apesar da mobilização, o óbito foi confirmado ainda no local. A vítima foi identificada como Geraldo Till, morador conhecido na cidade.
De acordo com informações repassadas pelo capitão Barreto, ele teria instalado uma cerca energizada conectada diretamente à rede elétrica de 220 volts, sem o uso de equipamento apropriado que regula a corrente em pulsos intermitentes — mecanismo comum em cercas elétricas regulamentadas.
A estrutura teria sido montada para tentar impedir a entrada de capivaras em uma área de plantação. Durante o manuseio da instalação, Geraldo entrou em contato com a corrente elétrica e não conseguiu se soltar.
Após a confirmação da morte, a Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia e os procedimentos legais, incluindo a remoção do corpo. O caso foi registrado pelas autoridades competentes.
Especialistas reforçam que cercas elétricas devem seguir normas técnicas específicas e utilizar equipamentos certificados, capazes de interromper automaticamente a corrente em caso de falha.
A orientação é que qualquer intervenção na rede elétrica seja realizada por profissionais habilitados, evitando improvisações que possam colocar vidas em risco.

