Notícias

Reviravolta traz novos fatos por trás da fake news: Homem que perdeu a vida após ser linchado, era PM com passado macabro

ANÚNCIOS

O caso segue sob investigação.

ANÚNCIOS

A trama em torno do trágico incidente que resultou na morte de um homem, injustamente acusado de roubar uma motocicleta com base em supostas notícias falsas, sofreu mais uma reviravolta.

Após as suspeitas iniciais de uma acusação infundada por trás do crime, as autoridades policiais redirecionaram sua investigação para a conturbada relação amorosa entre a vítima e uma ex-namorada, que também desempenhava o papel de terapeuta do falecido.

ANÚNCIOS

Durante as investigações, foram identificados três agressores, incluindo um ex-cunhado da psicóloga. No entanto, uma descoberta ainda mais surpreendente acrescenta uma camada adicional de complexidade à trama.

Osil Vicente Guedes, um indivíduo de 49 anos que se apresentava como empresário do setor de reciclagem, na verdade é um ex-policial militar de Pernambuco. Em 2008, ele foi preso sob acusações de fazer parte de um dos maiores grupos de extermínio do país.

A hipótese de uma morte acidental, onde a vítima teria sido brutalmente agredida ao som de gritos de “pega ladrão”, foi completamente descartada. Antes de se estabelecer em São Paulo, Osil, natural de Pernambuco, serviu como soldado da Polícia Militar em sua terra natal.

Ele estava entre os indivíduos detidos durante a Operação Guararapes, que, na época, foi considerada a maior ação já realizada no Brasil contra grupos de extermínio. A magnitude dessa operação policial pode ser compreendida pela mobilização de 57 delegados, 291 agentes, 42 escrivães, 33 policiais militares, 148 veículos e um total de 136 equipes, que vasculharam todo o estado.

Os criminosos eram acusados de atuarem em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife. Dentre os 53 mandados de prisão emitidos, um deles era destinado a Osil. Leia mais sobre o caso.

ANÚNCIOS

Uma vida custava 600 reais

Durante a operação, sob a coordenação do delegado Joel Venâncio, foi revelado que as vítimas eram selecionadas com base em conflitos pessoais, desejos de vingança ou eliminadas por serem testemunhas de atos criminosos.

“Uma vida podia custar R$ 600,00. Constatamos também que o grupo mantinha contato com quadrilhas na Paraíba e em Alagoas”, disse a autoridade policial.

A “Confraria do Crime”, como era conhecida, tinha em seu histórico pelo menos 36 vítimas, a maioria delas sendo policiais e bombeiros. Cada membro do grupo desempenhava uma função específica dentro da quadrilha, como revelaram as investigações.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.