O caso envolvendo a morte do comerciante Igor Peretto, de 27 anos, em Praia Grande (SP), teve novos desdobramentos com a prisão temporária de sua viúva, Rafaela Costa da Silva, e de sua irmã, Marcelly Peretto, nesta última sexta-feira (6).
Ambas estão presas por 30 dias enquanto as investigações continuam. O crime, que ocorreu no sábado, 31 de agosto, deixou a comunidade local em choque. Igor foi encontrado morto com sinais de facadas no apartamento de sua irmã, após a Polícia Militar ser acionada por uma síndica que ouviu barulhos e gritos vindos do local.
Ao chegar ao apartamento, os policiais encontraram o corpo de Igor em um dos quartos e uma faca com marcas de sangue no banheiro. A viúva do comerciante estava foragida desde a última terça-feira (3), quando teve sua prisão temporária decretada, mas se entregou à polícia nesta sexta.
Marcelly, por sua vez, também se apresentou espontaneamente após a expedição do mandado de prisão. O cunhado de Igor, Mario Vitorino da Silva, marido de Marcelly, segue foragido desde o dia do crime.
Em entrevista à TV Tribuna, o advogado de Marcelly, Leandro Weissman, afirmou que ainda não teve acesso completo às provas e que sua cliente já havia colaborado com as investigações, se apresentando voluntariamente e deixando seu celular à disposição das autoridades.
No entanto, ela foi novamente ouvida na condição de acusada antes de ser encaminhada à prisão. A defesa de Marcelly alega que o crime foi motivado por ciúmes, apontando Mario como o principal responsável.
De acordo com o advogado, Mario teria controlado os movimentos de Marcelly durante uma viagem, impedindo-a de usar o celular e de sair. A irmã de Igor teria conseguido escapar e retornado à Baixada Santista, onde o crime ocorreu.
As circunstâncias do assassinato ainda estão sendo apuradas pela polícia, enquanto as investigações buscam esclarecer a participação de todos os envolvidos e a motivação exata do crime.
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A prisão temporária de Rafaela e Marcelly, além da fuga de Mario, aumentam o mistério em torno do caso, deixando a comunidade e a família da vítima em busca de respostas.

