Adriana Souza, psicóloga de Brasília (DF), emocionou e impactou milhares de pessoas ao compartilhar nas redes sociais imagens da evolução da alergia de seu filho Joaquim, de apenas 3 anos, à picada de mosquito.
O menino, que tem síndrome de Down, apresentou uma reação mais severa do que o habitual, transformando-se rapidamente em hematomas e bolhas em menos de dois dias. A publicação, que ultrapassou 3 milhões de visualizações em apenas três dias, gerou grande engajamento e levantou debates entre pais e cuidadores.
Joaquim já foi atendido por sua pediatra e, felizmente, está em recuperação, com bolhas secando e hematomas reduzidos. Segundo Adriana, o objetivo da postagem foi buscar informações e práticas que pudessem auxiliar outras famílias lidando com situações semelhantes.
A resposta foi positiva, com muitas mães compartilhando dicas e relatos. No entanto, como ocorre frequentemente em redes sociais, algumas críticas surgiram, embora a mãe tenha destacado a importância das trocas solidárias.
Especialistas explicam que as reações a picadas de mosquito podem variar em intensidade. A médica alergista e imunologista pediátrica Vera Esteves Vagnozzi Rullo, da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), aponta que há três principais tipos de reação:
- Local pequena, que é comum e desaparece rapidamente;
- Local grande, como no caso de Joaquim, caracterizada por inchaço, vermelhidão e coceira intensa;
- Reação sistêmica, a mais grave, que pode causar inchaços generalizados, dificuldade respiratória e até risco de vida, exigindo atendimento médico urgente.
Entre as formas de prevenção estão o uso de repelentes adequados para crianças, telas em portas e janelas, e o uso de permetrina nas roupas, especialmente em situações como acampamentos ou viagens para áreas rurais.
A médica também alerta sobre o risco de infecções causadas pela coceira intensa, reforçando a necessidade de consultar um pediatra para tratamentos apropriados.
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Adriana espera que a experiência de Joaquim ajude a conscientizar outros pais sobre a gravidade que uma simples picada de mosquito pode atingir, incentivando medidas preventivas e cuidados médicos adequados. A história também destaca a força das redes sociais como ferramenta de apoio e troca de informações entre famílias em busca de soluções.

