Em uma manobra estratégica para conter a crise de imagem e os pedidos de boicote liderados por Zezé Di Camargo, o SBT escalou o apresentador Ratinho para atuar como porta-voz da emissora, nesta segunda-feira (15).
Com um discurso enfático, o comunicador tentou reafirmar a neutralidade da rede fundada por Silvio Santos. O apresentador teve sua rotina no Programa do Ratinho transformada em um palanque de defesa institucional.
Olhando diretamente para a câmera, ele rebateu as críticas de que a emissora teria “virado à esquerda” após convidar o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes para o lançamento do SBT News.
O próprio Ratinho concedeu uma explicação detalhada e falou sobre a tradição da casa. “Transformar o momento do lançamento de um canal de notícias em fanatismo político é uma atitude que beira a ignorância“, disparou o apresentador.
Em suas falas, o comunicador reforçou que o SBT “não tem lado” e que sempre respeitou os poderes constituídos, independentemente do governante de turno.
Com a notícia da ofensiva para recuperar o público conservador, os detalhes da participação de Flávio Bolsonaro vieram à tona. Como prova da suposta imparcialidade, Ratinho recebeu o senador ao vivo, logo após o desabafo.
Durante a conversa, no entanto, Flávio divergiu do anfitrião, afirmando que a TV deveria ter lado, sim, e aproveitou para alfinetar o judiciário, enquanto acontecia sua entrevista no famoso programa de televisão que segue conquistando o público brasileiro.
Ratinho lembrou que, como concessão pública, a emissora tem a obrigação de dar voz a diferentes espectros políticos, repetindo o mantra: “O lado do SBT é o povo”. O caso continua gerando repercussão.
Diante da polêmica gerada, especialmente nas redes sociais, as opiniões se dividem. O SBT vinha planejando sua entrada no mundo dos canais exclusivos de notícia ao longo dos últimos anos.

