Francisco Wanderley Luiz, ex-candidato a vereador pelo Partido Liberal (PL) em Rio do Sul (SC), foi identificado como o homem responsável pelas explosões que ocorreram em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de quarta-feira (13).
Francisco, que perdeu a eleição em 2020, havia compartilhado nas redes sociais mensagens que sugerem uma visita anterior ao STF em 24 de agosto, referindo-se ao evento com a frase: “Deixaram a raposa entrar no galinheiro.”

Esse histórico gera questionamentos sobre suas motivações e seu acesso prévio ao prédio, revelando um comportamento suspeito que culminou nos atos violentos de novembro.
Testemunhas relataram ao portal de notícias Correio, que Francisco lançou explosivos em direção à estátua da Justiça, localizada em frente ao STF, no que parece ter sido uma ação premeditada.
Durante o ataque, ele arremessou ao menos dois artefatos explosivos, dos quais um acabou atingindo-o fatalmente. As explosões foram ouvidas por várias pessoas que transitavam na região da Praça dos Três Poderes e causaram a rápida mobilização da Polícia Militar e da equipe de segurança do STF, que isolaram a área para impedir novos incidentes e garantir a segurança das autoridades.
As publicações de Francisco nas redes sociais indicavam intenções violentas e ameaças a figuras políticas, revelando uma crescente radicalização de seu discurso. Em suas mensagens, ele anunciava o início de uma ação para o dia 13 de novembro, com continuidade planejada até o dia 16, o que sugere que o ataque ao STF poderia fazer parte de um plano maior.

O caso reacende discussões sobre a segurança em torno dos edifícios dos três poderes e a necessidade de monitoramento constante de visitantes, especialmente aqueles que apresentam comportamentos ou discursos de natureza extremista.
As autoridades reforçam agora as medidas de segurança e avaliam formas de prevenir que ameaças semelhantes cheguem a comprometer a integridade das principais instituições do país, sublinhando a importância de respostas rápidas e efetivas a sinais de risco que possam ser observados previamente.

