A circulação de patinetes elétricos em vias movimentadas tem se tornado um risco crescente no Brasil, especialmente em locais onde grandes veículos transitam. A falta de infraestrutura adequada e a ausência de regulamentação mais rígida para esses meios de transporte aumentam o perigo de acidentes fatais.
Uma queda simples pode ser devastadora, principalmente quando acontece perto de caminhões ou ônibus, que possuem pontos cegos significativos. Para evitar tragédias, especialistas defendem medidas como ciclovias melhor estruturadas, restrições de circulação para patinetes em áreas de tráfego intenso e campanhas de conscientização sobre segurança no trânsito.
O mais recente caso trágico envolvendo esse tipo de veículo aconteceu no Paraná. O professor de matemática Rogério Ferreira Pedro, de 43 anos, morreu no último sábado, dia 29 de março em Paranaguá, após perder o equilíbrio enquanto trafegava de patinete elétrico.
O acidente, registrado por uma câmera de segurança, ocorreu na marginal da rodovia PR-407, na região do Jardim Esperança. Nas imagens, é possível ver o professor utilizando a ciclofaixa quando, repentinamente, se desequilibra e cai no asfalto.
No mesmo instante, um caminhão que passava pelo local o atropela, atingindo-o com dois eixos da carreta. O impacto foi fatal, e Rogério morreu ainda no local, sem chances de resgate.
Poucos segundos antes da tragédia, uma criança de bicicleta havia passado pelo mesmo trecho, o que ressalta ainda mais os riscos da via para pedestres e ciclistas. A família da vítima ainda não divulgou informações sobre velório e sepultamento. Veja o momento fatal que tirou a vida de Rogério:
⚠️ IMAGENS FORTES ⚠️
Professor morre atropelado por caminhão após se desequilibrar de patinete elétrico em Paranaguá; veja vídeo
Rogério Ferreira Pedro trafegava pela ciclofaixa quando se desequilibrou e foi atingido pelo caminhão pic.twitter.com/z8aOVYxO22
— Não FOI ACIDENTE (@OficialNFA) March 30, 2025
Casos como esse reacendem o debate sobre a segurança dos usuários de patinetes elétricos, que, embora sejam uma alternativa prática e sustentável de mobilidade urbana, ainda carecem de regulamentação clara para garantir que acidentes como esse sejam evitados.

