Em 2020, o Brasil perdeu um dos seus principais atores. Flávio Migiaccio, conhecido em razão dos papéis memoráveis na Rede Globo, enfrentava um sério quadro de depressão.
Após o falecimento, os familiares passaram a lutar judicialmente para o recebimento de uma indenização por danos materiais na casa dos R$ 33 milhões.
O imbróglio judicial é muito antigo e rola desde 2001. Trata-se de um processo judicial movido por Flávio Migiaccio contra a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto, a Acerp, que sucedeu a extinta emissora TVE.
Informações apuradas pelo portal Notícias da TV indicam que o direito perseguido por Flávio Migiaccio diz respeito à destruição de fitas de rolo de 444 episódios da famosa série de TV As Aventuras do Tio Maneco.
A história foi protagonizada pelo ator e veiculada pela extinta TVE. Como o canal perdeu todo o acervo, Flávio perdeu a chance de lucrar com a comercialização dos episódios, dando ensejo à busca pela indenização milionária.
O pedido do ator foi julgado procedente pela Justiça. Todavia, o juiz do caso acionou um perito para auxiliar na fixação do quantum indenizatório. Com a morosidade do Poder Judiciário, Flávio Migiaccio faleceu antes do resultado.
Em dezembro de 2020, passados sete meses desde o falecimento, a juíza Flávia Gonçalves Moraes Alves, da 14ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, arbitrou em R$ 33 milhões o valor da indenização.
Agora, Yvonne e Marcelo Migliaccio, viúva e filho do artista, ingressaram no polo ativo como sucessores legítimos.

