Nesta última quinta-feira (6), um crime brutal chamou a atenção da Polícia Civil da cidade de Águas Lindas, localizada no Entorno do Distrito Federal. As investigações revelam um contexto cruel.
O foco das investigações recai sobre Antônio Pedro Martins, que mantinha um relacionamento extraconjugal com Tereza Aguiar Araújo e é proprietário da chácara onde o marido da mulher foi cruelmente assassinado.
Suspeita-se que Antônio faça parte de um grupo envolvido na trama que resultou na morte de Francisco Nonato de Araújo. Atualmente, a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) está em busca de sua captura.
Segundo relatos de algumas testemunhas, Antônio apresenta um padrão de comportamento agressivo. Essas testemunhas afirmam que o homem, que é viúvo, já tentou esfaquear o filho de sua falecida esposa há aproximadamente 20 anos.
Nesta ocasião, felizmente, o rapaz conseguiu escapar com ferimentos leves. Essas informações foram compartilhadas por um conhecido da família que preferiu manter o anonimato.
Antônio e Tereza iniciaram seu relacionamento após o falecimento da esposa de Antônio, ocorrido em 2022, aproximadamente seis meses após sua viuvez. Os filhos de Tereza frequentavam a residência de Antônio já há vários anos, o que pode ter facilitado o estreitamento dos laços entre eles.
Uma pessoa revelou que, meses antes do falecimento de Francisco, Antônio repetidamente expressou sua intenção de matá-lo. Essa testemunha ainda afirmou que Antônio tinha associação com indivíduos envolvidos em atividades criminosas.
Tereza Aguiar foi detida sob suspeita de planejar uma emboscada para assassinar o marido por meio de golpes de faca. Além de Tereza, dois filhos dela e da vítima também teriam participado do homicídio.
Além do trio mencionado, o proprietário da chácara localizada no Setor Imaracá e um casal de caseiros são apontados como cúmplices no assassinato. De acordo com as investigações, suspeita-se que Francisco tenha falecido em 23 de junho, dia em que foi reportado como desaparecido.
Os investigadores tomaram conhecimento desses eventos na quarta-feira passada (5), quando uma testemunha relatou ter recebido uma oferta de R$ 150 para enterrar um corpo. O informante apontou os caseiros como os responsáveis por essa proposta.
Um dos envolvidos no crime acabou revelando para polícia onde estava o corpo. O delegado responsável pelo caso, Vinícius Máximo, revelou que Francisco foi morto de forma brutal.
“Estava com várias facadas pelo corpo, um golpe de machado na cabeça, pés e mãos amarrados, e enrolado em uma lona. Enterrado a mais ou menos a um metro de profundidade, com muita palha em cima, por isso não dava para sentir o cheiro”, completa o delegado.
Conforme as investigações foram avançando, descobriu-se que o filho mais velho de Tereza e Francisco era frequentador da chácara por muitos anos e tinha uma relação de consideração com o proprietário do local, a quem via como uma figura paterna.
Movido pela revolta perante as supostas agressões que Francisco infligia à mãe, o filho participou do planejamento do crime. O grupo atraiu Francisco para a chácara sob o pretexto falso de oferecer-lhe um emprego. No local, eles o envolveram com bebidas alcoólicas e, em seguida, o atacaram com múltiplos golpes de faca, levando-o à morte.

