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Queda da Voepass: laudo aponta para falhas de pilotos e profissional que planejou voo que caiu em Vinhedo

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Mais detalhes foram expostos diante do ocorrido envolvendo a Voepass.

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O laudo pericial produzido pela Polícia Federal (PF) a respeito do acidente com a aeronave da companhia aérea Voepass, ocorrido em agosto de 2024 em Vinhedo (SP) e que resultou na morte de 62 pessoas, apontou que o sinistro foi precedido por uma sucessão de falhas operacionais recorrentes envolvendo tripulações anteriores e o setor de despacho de voo da empresa.

De acordo com o documento pericial, pilotos de voos anteriores omitiram intencionalmente o registro de panes graves no sistema de degelo no Diário de Bordo Técnico (TLB). O relato dos problemas era feito apenas de forma verbal à equipe de manutenção para evitar que a aeronave ficasse retida no solo.

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A omissão comprometeu a rastreabilidade técnica do avião, impedindo a manutenção corretiva prévia e permitindo que a aeronave operasse com falhas latentes em condições meteorológicas severas. A investigação da PF também identificou irregularidades no Despachante Operacional de Voo (DOV).

De acordo com as apurações, o DOV autorizou a decolagem do voo PTB2283 descumprindo os parâmetros da Lista de Equipamentos Mínimos (MEL), visto que o limpador de para-brisa estava inoperante em cenário de previsão de chuva no aeroporto de destino e havia alerta de formação de gelo severo na rota planejada.

Ao longo de quase duzentas páginas, o relatório da Polícia Federal conclui que a tragédia decorreu do acúmulo de falhas no sistema de degelo pneumaticamente comandado, da atuação em zona de gelo severo, do descumprimento de protocolos do fabricante e da quebra de sucessivas barreiras de segurança operacional.

Com a conclusão do inquérito policial prevista para esta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a Polícia Federal deve indiciar criminalmente ex-ocupantes de cargos de gestão da companhia aérea, incluindo o ex-chefe dos pilotos à época do acidente, Rafael Gimenez Rodrigues, e outros integrantes da administração da empresa.

Os indiciados responderão perante a Justiça Federal com o acompanhamento do Ministério Público Federal (MPF). Mais detalhes deverão ser expostos em breve.

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Em nota oficial, a Voepass declarou que aguarda a notificação formal do relatório para manifestação e reiterou que sempre adotou padrões de segurança e treinamento em conformidade com as exigências do setor de aviação civil.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.