A situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a chamar atenção após um novo boletim médico indicar complicações durante sua recuperação. Internado em Brasília, o político enfrenta um momento considerado delicado pela equipe que acompanha seu tratamento.
Embora o estado geral seja classificado como estável, médicos identificaram alterações que exigem monitoramento constante, o que mantém o ex-presidente sob cuidados intensivos. De acordo com informações divulgadas pelo hospital Hospital DF Star, na capital federal, exames realizados na manhã desta segunda, dia 16 de março apontaram uma piora na função renal do paciente.
O documento também destaca um aumento nos chamados marcadores inflamatórios, indicadores utilizados pelos médicos para avaliar a presença de processos infecciosos ou inflamatórios no organismo.
Por causa dessas alterações, os profissionais responsáveis pelo tratamento decidiram manter Bolsonaro internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O boletim médico explica que ainda não há previsão para transferência para outro setor do hospital ou para alta hospitalar.
Enquanto permanece internado, o ex-presidente recebe hidratação por via endovenosa e segue em tratamento com antibióticos. Além disso, a equipe médica implementou sessões de fisioterapia motora e respiratória.
Outro ponto mencionado no relatório médico é a adoção de medidas preventivas para evitar trombose venosa, complicação que pode ocorrer em pacientes que permanecem hospitalizados por longos períodos.
Durante uma agenda oficial em Rondônia, o senador Flávio Bolsonaro comentou a situação do pai e afirmou que a recuperação ainda não avançou como o esperado pelos médicos. Segundo ele, os profissionais informaram que houve estabilização do quadro nas últimas horas, embora a melhora ainda não tenha sido significativa.
A repercussão do caso também chegou ao meio político. Aliados do ex-presidente, como a deputada Bia Kicis, defendem que a condição clínica justificaria a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.
Já Flávio Bolsonaro voltou a criticar a situação e afirmou que a família acompanha o caso com atenção, reforçando que o quadro exige cuidados constantes enquanto os médicos avaliam, dia após dia, a resposta do organismo ao tratamento.

