A manhã da segunda-feira (23/10) foi de perplexidade em todo o país após um atentado ser registrado na zona leste de São Paulo, na Escola Estadual Sapopemba. Uma aluna foi morta, e outros dois ficaram feridos, pela ação de um adolescente.
A polícia assumiu as investigações sobre o caso e o autor dos disparos foi detido. O adolescente, de 16 anos de idade, era aluno da mesma unidade e costumava ser vítima de bullying, segundo testemunhas.
Uma reportagem do Metrópoles mostrou prints de conversas que o adolescente teria tido com perfis da plataforma Discord, que já foi citada em outros casos de grande repercussão.
A plataforma oferece opção de conversas em grupo sem nenhum tipo de restrição de assunto, se tornando um espaço muito usado por criminosos para tratar de conversas e troca de informações.
Segundo os prints, o adolescente vinha planejando o ataque há algum tempo e vinha recebendo apoio, incentivo e orientações pela plataforma. A polícia já tem o material.
As novas evidências também colocam em dúvida as motivações apresentadas pelo adolescente. Nas conversas, ele chegou a mandar fotos da escola e receber orientações de como cometer o crime.
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Após a repercussão do atentado, outros usuários manifestaram medo de serem pegos pela polícia. “Eu vou formatar meu celular, desativar minha conta do Discord, sair desse serve e dos outros 10 [sic]”, chega a dizer um deles.
Com essas informações, a polícia pode avaliar se esses usuários podem ser enquadrados como cúmplices do crime.

