A chegada do corpo de Preta Gil ao Brasil marcou o início da despedida de uma das figuras mais influentes da música e da cultura brasileira contemporânea. Preta se tornou um exemplo de resiliência, fé e força na sua luta pela vida e contra o câncer.
A cantora, que morreu no último domingo aos 49 anos após enfrentar um câncer, foi acompanhada no voo de translado por familiares próximos e por sua médica, reforçando os laços de cuidado e afeto que marcaram seus últimos dias.
O filho Francisco Gil, a madrasta Flora Gil e a neta Sol de Maria estiveram presentes no desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos, nesta quinta-feira, e seguiram com o corpo até o Rio de Janeiro.
Já na capital fluminense, o corpo da artista foi encaminhado ao Cemitério e Crematório da Penitência, na zona portuária, onde passou por procedimentos preparatórios antes do velório.
A cerimônia pública será realizada nesta sexta-feira no Theatro Municipal, um dos locais mais emblemáticos da cultura carioca, das 9h às 13h. O espaço contará com um saguão reservado para amigos e familiares, além de um telão de LED com imagens da cantora.
Atendendo a seu desejo, não haverá trio elétrico ou apresentações musicais. A escolha do dia 25 de julho para o velório carrega um simbolismo marcante: trata-se do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.
A data reforça o papel de Preta Gil como referência de luta antirracista, empoderamento feminino e valorização da autoestima, causas que ela defendeu com vigor durante sua trajetória artística e pessoal.
Após o encerramento da cerimônia pública, às 15h, o corpo seguirá para cremação em uma cerimônia reservada na Capela Ecumênica 1 do Cemitério da Penitência.
O local, com estrutura em formato de anfiteatro e capacidade para 150 pessoas, já recebeu velórios de diversas personalidades conhecidas da cultura brasileira. A cremação atende a um pedido pessoal de Preta, reafirmando sua autonomia até os últimos detalhes de sua partida.
A despedida da cantora mobiliza fãs e admiradores, que devem comparecer em grande número ao Theatro Municipal. A Prefeitura do Rio organizou um esquema com agentes para orientar o público e evitar tumultos.
A homenagem à artista transcende o luto e reafirma seu legado como mulher negra, artista e símbolo de resistência em múltiplas frentes. O Brasil se comoveu diante da partida de Preta Gil.

