De acordo com informações divulgadas por profissionais de saúde, as primeiras setenta e duas horas são cruciais para avaliar se o paciente irá rejeitar ou aceitar o novo órgão recebido através de transplante.
Neste último domingo, dia 27 de agosto, chegou a ser divulgado que o famoso apresentador Fausto Silva passou por um transplante cardíaco. Faustão era a segunda pessoa na fila de espera e recebeu o novo coração de um doador de 35 anos de idade que tinha o seu mesmo tipo sanguíneo.
Segundo informações fornecidas pelo boletim de ocorrência, o procedimento foi considerado um sucesso e Faustão permanece na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), justamente para acompanhar toda a situação.
Por que um novo órgão pode ser rejeitado?
“O sistema imunológico, que protege o nosso organismo, rejeita tudo o que é estranho, para nos defender de infecções”, explica a médica Silvia Ayub Ferreira, indicando que o sistema pode enxergar o coração como um corpo estranho.
O que é feito para o corpo não rejeitar o novo coração?
O paciente precisa utilizar de medicamentos imunossupressores, remédios que diminuem a imunidade da pessoa e impedem a ação destes organismos de defesa, na tentativa de reduzir as chances de rejeição ao órgão.
E devido ao uso deste tipo de medicamentos, os cuidados acabam sendo redobrados, pois a pessoa fica mais suscetível a contrair alguma infecção, já que tem o sistema imunológico afetado.
Após o sucesso do transplante, o paciente pode retornar a sua rotina normal e não há um prazo de validade para o coração parar de funcionar. No entanto, o acompanhamento médico precisa respeitar a orientação médica.

