A morte da escrivã da polícia civil, Rafaela Drumond, no começo de junho deste ano, segue sendo investigada. Drumond tinha apenas 31 anos e foi encontrada com sinais de suicídio, como o caso foi inicialmente registrado.
No entanto, pouco depois vieram à tona detalhes de como teriam sido os últimos meses de vida da escrivã. Drumond havia denunciado casos de assédio moral e sexual no ambiente de trabalho antes de morrer.
Além disso, havia também solicitado uma transferência e teve o pedido indeferido. Em poucas ocasiões, conversando com amigos, a moça também deu detalhes do que estava vivendo dentro do trabalho.
Agora, a polícia analise todo o contexto em que se deu a morte da vítima e investiga também as denuncias de assédio feitas. Uma das pessoas investigadas é o policial Celso Trindade de Andrade.
Em uma gravação que foi divulgada pela imprensa, Celso aparece tendo uma discussão acalorada com Rafaela e chega a chamar a escrivã de “piranha”. Para uma amiga, Rafaela afirmou que chegou a ser quase agredida.
A defesa do investigado, representado pelo advogado Marcelo Chaves, alega que a gravação foi retirada de contexto e não mostra o começo da discussão entre os dois.
“O vídeo começa quando o Celso reage, quando ele começa a discutir com a Rafaela. É uma discussão, mas o primeiro momento dessa discussão não foi gravado”, declarou ao portal G1.
Apesar de alegar que o vídeo foi tirado de contexto, o advogado não falou sobre a ofensa especificamente. Desde que o caso veio à tona, Celso foi afastado do trabalho. Ele segue sendo investigado.

