A investigação sobre a morte de Laís de Oliveira Gomes Pereira trouxe à tona um conjunto de relatos que, segundo a Polícia Civil, apontam para uma relação marcada por disputas familiares e comportamentos considerados excessivamente invasivos.
O caso, registrado em novembro, provocou forte comoção e reacendeu discussões sobre guarda compartilhada, convivência parental e limites emocionais em famílias recompostas.
De acordo com testemunhas ouvidas ao longo do inquérito, a relação entre Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, atual companheira do pai da filha mais velha de Laís, e a criança teria se tornado motivo de conflitos recorrentes.
Familiares relataram que a madrasta buscava exercer um papel predominante na rotina da menina, criando tensões entre os adultos responsáveis.
“Eles (Laís e Lucas) compartilhavam a guarda da criança e a Gabriele começou a ter verdadeira obsessão pela guarda da criança. A mãe era um obstáculo para ela ter a guarda plena”, explicou o delegado.
Alguns depoimentos mencionaram tentativas insistentes de aproximação, episódios de controle sobre atividades da criança e desentendimentos envolvendo horários escolares e decisões cotidianas.
As testemunhas também falaram sobre mensagens de tom hostil, dificuldades de diálogo e desavenças relacionadas à guarda, que já vinha sendo compartilhada entre os pais.
Amigos e familiares de Laís relataram que os conflitos se intensificaram ao longo do tempo, especialmente após mudanças de endereço e ajustes na rotina da menina. Segundo o inquérito, a escola chegou a registrar situações de desentendimento envolvendo retirada da criança sem autorização formal.
Com base nesses elementos, a Polícia Civil concluiu que havia um histórico de disputas que ultrapassava diferenças comuns, indicando comportamentos repetidos que transformavam Laís em um obstáculo para o modelo de convivência pretendido por Gabrielle.
A partir de análises de depoimentos, registros e movimentações, os investigadores relacionaram esses episódios à motivação do caso. A partir disso, foram decretadas prisões temporárias de suspeitos apontados como executores e também de Gabrielle, considerada mandante pela polícia e ainda não localizada.
As buscas continuam, com apoio de serviços de denúncia, enquanto a Delegacia de Homicídios trabalha para identificar intermediários citados nas apurações e esclarecer completamente as conexões entre todos os envolvidos. Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!
O episódio reforça debates sobre limites na convivência familiar, importância do diálogo mediado e necessidade de apoio institucional em disputas de guarda, evitando que conflitos emocionais escalem para situações irreparáveis.

