Não é novidade que as redes sociais se tornaram uma espécie de “terra sem lei” para um grande número de pessoas, que acredita estar protegido pelo anonimato que as plataformas oferecem.
Lamentavelmente, a prática de crimes não esta restrita a pessoas adultas. As investigações, cada vez mais eficazes, tem demostrado que muitos menores de idade encontram terreno fértil para desenvolver práticas condenáveis.
Recentemente, uma verdadeira força-tarefa foi criada para monitorar e coibir a prática de crimes de ódio nas redes sociais. Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Grupo de Investigação de Crimes Cibernéticos (CyberGaeco) são duas das instituições envolvidas.
Nessa última sexta-feira (21/07), um mandado de internação foi cumprido contra dois adolescentes, de 13 e 17 anos. Os dois são acusados de impulsionar mensagens nazistas e estimular automutilação nas redes.
Segundo as informações disponíveis sobre o caso, ambos os adolescentes se aproximavam de crianças e adolescentes a fim de conquistar a confiança das vítimas e depois fazer pedidos criminosos.
O adolescente mais novo, de 13 anos de idade, já tinha feito 10 vítimas. O garoto também é acusado de compartilhar links com conteúdos como estupro, tortura, massacres, etc.
“Ele jogava a responsabilidade para as vítimas, dizendo que eles iam para os grupos de bate-papo porque queriam, desejando atenção”, explicou o delegado a frente do caso, Anchieta Nery.
As detenções fazem parte da Operação Pessinus, que ainda deve cumprir mais mandado nas seguintes cidades: Macaé (RJ), Lucas do Rio Verde (MT), Biguaçu (SC), Ilha Grande (PI).

