A Polícia Civil de Goiás trabalha para esclarecer as circunstâncias que envolveram a morte da gestora educacional Tatiana Chagas, de 51 anos, e de sua companheira, Vanessa Souza, de 42. As duas foram encontradas sem vida dentro da residência onde viviam, em Anápolis.
O caso veio à tona depois que parentes estranharam o desaparecimento das duas e buscaram ajuda das autoridades. Policiais militares foram até o imóvel acompanhados por uma equipe de socorro, que constatou que ambas já estavam mortas.
Durante a perícia realizada na casa, os investigadores localizaram manuscritos que agora fazem parte do material analisado pela apuração. As informações contidas nesses documentos permanecem sob sigilo para não interferir no andamento do trabalho policial.
À frente do inquérito, o delegado Cleiton Lobo informou que as equipes já iniciaram a coleta de depoimentos. Pessoas do círculo de convivência das vítimas deverão ser ouvidas ao longo dos próximos dias, na tentativa de reconstituir os acontecimentos anteriores à tragédia.
Neste momento, a hipótese considerada mais consistente pelos investigadores é a de que as mortes tenham ocorrido por decisão das próprias vítimas, em um duplo suicídio. Ainda assim, a polícia afirma que busca reunir todos os elementos necessários antes de chegar a uma conclusão definitiva.
Outra frente da investigação envolve comentários que passaram a circular na internet sobre possíveis dificuldades financeiras ligadas a apostas. Os agentes tentam verificar se essas informações têm fundamento e se alguma situação de pressão, ameaça ou influência externa pode ter contribuído para o desfecho.
A expectativa é que a análise dos documentos recolhidos na residência, somada aos relatos de familiares, amigos e conhecidos, ajude a esclarecer o que ocorreu. O inquérito segue aberto enquanto a Polícia Civil aguarda novos resultados periciais e o avanço das diligências.

