Nesta semana, a polícia militar do Rio de Janeiro desmantelou uma fábrica clandestina que servia aos negócios do Comando Vermelho. Segundo as informações, denúncias levaram ao local e um grupo de criminosos foi preso.
Agentes do 29° Batalhão estiveram no endereço suspeito e observaram a chegada de um caminhão-baú, em operação no último dia 14. O crime foi descoberto na cidade de Itaperuna, noroeste do Rio.
Ao observarem a movimentação suspeita, os policiais abordaram o caminhão encontraram cerca de 9000 embalagens do sabão em pó OMO, marca famosa nos mercados brasileiros.
Depois de confirmar o conteúdo do caminhão, a polícia seguiu o dinheiro e encontrou um galpão onde funcionava uma fábrica clandestina, cujo objetivo era a adulteração do sabão em pó.
No galpão, a polícia encontrou material que seria usado para a adulteração, como: embalagens, pistolas de cola quente, caixas, etiquetas prontas para o uso. Ainda segundo a polícia, os produtos seriam comercializados em São Paulo, Minas Gerais e no próprio estado do Rio.
Para as autoridades, não restam dúvidas de que o esquema servia a propósitos da facção criminosa. Segundo a polícia, os produtos seriam comercializados para lavagem de dinheiro do Comando Vermelho.
Dentre os homens presos durante a operação, a polícia identificou um deles como uma das lideranças do Comado Vermelho. De acordo com as informações, o homem tem passagem pela polícia e confirmou a informação de que o esquema lavava dinheiro.
O caso serve para mostrar como a facção possui um sistema organizado para operar seus esquemas financeiros. Após a divulgação da informação, muitas pessoas questionaram sobre quais estabelecimentos faziam a compra e revenda do produto. Afinal de contas, para que o sabão adulterado fosse comercializado, é necessário que lojas e mercados distribuam.

