A morte do PM Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, continua gerando comoção e esta sendo investigada pela polícia. Fabrício desapareceu na última semana e teve o corpo encontrado em uma vala clandestina, em um sítio em Embu-Guaçu.
O corpo foi encontrado no último domingo (11/01), mas precisou passar por análise no Instituto Médico Legal, que confirmou a identidade. A família realiza o enterro nesta segunda-feira (12/01), no Cemitério Cerejeiras, no Jardim Ângela.
“O reconhecimento demorou porque foi realizado por meio de impressões digitais, e não por reconhecimento visual. A família permanece assistida pela Polícia Militar, por amigos e por um advogado da própria família”, esclareceu a PM.
Fabrício foi visto com vida pela última vez na quarta-feira (07/01), em uma adega na zona sul da capital. Segundo as informações da polícia, o PM teria se desentendido com um homem que seria supostamente traficante.
A polícia deve contar com as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento para conclusão do inquérito. Na tarde da quinta (08/01), a polícia encontrou o carro de Fabrício, totalmente carbonizado, em uma área de mata em Itapecerica da Serra. O corpo de Fabrício foi encontrado a cerca de 15km de onde estava o carro.
A polícia tem indícios que levam a crer que o PM pode ter sido vítima do “tribunal do crime”. Segundo as informações, quatro pessoas já foram presas no contexto das investigações. A polícia também prendeu o dono do sitio onde o corpo foi encontrado, mas o caseiro foi liberado.
Segundo as investigações, o desentendimento com o suposto traficante teria acontecido por motivo banal, uma briga de queda de braço. Depois disso, Fabrício teria sido abordado por um grupo de homens e não foi mais visto.
Fabrício tinha casamento marcado para a sexta-feira (09/01), apenas dois dias depois de desaparecer. O PM tinha horário marcado para se casar no civil, mas não teve a chance de comparecer ao local.

