Notícias

Paraná de luto: Conheça a história da freira morta em ataque dentro de convento: ‘Cuidava com amor’

ANÚNCIOS

O caso chocante deixou a comunidade devastada.

ANÚNCIOS

Em pequenas cidades do interior, onde a rotina costuma ser marcada por silêncio e convivência próxima entre moradores, episódios inesperados abalam profundamente a comunidade.

Instituições religiosas, historicamente associadas à acolhida e à espiritualidade, raramente figuram nas estatísticas criminais. Quando algo ocorre nesses ambientes, a repercussão ultrapassa os limites locais e mobiliza fiéis, autoridades e moradores em busca de respostas.

ANÚNCIOS

Foi nesse cenário que a irmã Nadia Gavanski, de 82 anos, foi encontrada sem vida no convento onde residia, em Ivaí, no Paraná. A religiosa estava caída no espaço em que costumava realizar tarefas diárias, como alimentar as galinhas, atividade que mantinha mesmo após ter enfrentado um AVC que comprometeu sua fala.

Segundo informações policiais, havia sinais de agressão física e as roupas estavam parcialmente retiradas. Um homem de 33 anos foi detido poucas horas depois. Ele apresentava vestígios de sangue nas roupas, tentou escapar ao perceber a aproximação dos policiais e relatou ter ouvido vozes que o incentivaram a cometer o ato.

De acordo com o depoimento, o suspeito afirmou que pulou o muro do convento e abordou a freira após ser questionado sobre sua presença no local. Ele negou qualquer intenção de natureza sexual e declarou que possíveis ferimentos teriam ocorrido em decorrência de uma queda.

Com antecedentes por roubo e furto, acabou autuado em flagrante por homicídio qualificado e permanece preso enquanto a investigação aguarda laudos periciais para esclarecer todas as circunstâncias.

Nascida em 1943, na zona rural de Prudentópolis, Nadia ingressou na Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada na fase adulta e dedicou 55 anos à vida religiosa. Atuou em diversas comunidades do interior paranaense, sempre envolvida em atividades simples e no cuidado da casa.

ANÚNCIOS

Descrita por companheiras como serena e acolhedora, transmitia afeto por meio de gestos discretos e do olhar atento:

“Um coração que não precisava de muitas palavras. Seu jeito sereno tocava quem se aproximava, através de gestos simples e de um sorriso acolhedor. Cuidava com amor das plantinhas, da horta e das pequenas coisas do dia a dia, revelando um coração atento e fiel”, afirmou Irmã Deonísia Diadio

A despedida ocorreu em sua cidade natal, reunindo fiéis e familiares. O caso reacende debates sobre segurança, saúde mental e proteção de espaços comunitários.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.