Notícias

Homem que tirou a vida de freira de 82 anos após invadir convento, diz qual teria sido a motivação do crime

ANÚNCIOS

Em um depoimento, o homem disse por qual motivo teria tirado a vida de uma freira de 82 anos de idade. Mais detalhes foram expostos.

ANÚNCIOS

O município de Ivaí, no interior do Paraná, vive um domingo de profunda consternação após a divulgação de detalhes sobre o assassinato da irmã Nadia Gavanski, de 82 anos.

O homem responsável pela invasão ao convento da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada foi preso em flagrante pela Polícia Militar enquanto tentava fugir, apresentando manchas de sangue nas mãos e em suas roupas.

ANÚNCIOS

Em seu depoimento oficial à Polícia Civil, o suspeito apresentou uma justificativa perturbadora para o crime: ele afirmou ter consumido álcool e crack durante a madrugada e que, após o uso das substâncias, passou a “ouvir vozes”.

Segundo a versão apresentada pelo agressor, ele pulou o muro da instituição e foi confrontado por Nadia logo na entrada. Ele alegou aos investigadores que a freira o questionou sobre o que fazia ali, momento em que ele teria mentido.

Na ocasião, ele disse que estava trabalhando em um evento local. O suspeito afirmou que a idosa não acreditou em sua história e, por isso, ele a empurrou, causando uma queda.

Ao perceber que ela pedia por socorro, ele admitiu ter passado a asfixiá-la até a morte. Embora o homem negue ter desferido golpes na cabeça ou ter tido intenções de roubo e violência sexual, o boletim de ocorrência diz o contrário.

Uma contradição fundamental surge quando o depoimento do suspeito é confrontado com o relato de quem convivia com a vítima. A irmã Deonisia Diadio, amiga próxima de Nadia, revelou que a freira havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

ANÚNCIOS

Isso a deixou impossibilitada de se comunicar através da fala. De acordo com Deonisia, Nadia interagia apenas por meio de gestos e do olhar, o que levanta dúvidas sobre a dinâmica do diálogo narrado pelo invasor.

Esse detalhe torna a tragédia ainda mais dolorosa, evidenciando a vulnerabilidade de uma mulher que dedicou décadas ao silêncio e à oração e que, possivelmente, não pôde sequer verbalizar uma defesa no momento do ataque.

“Ela era muito querida, simples e humilde. Gostava muito de rezar na capela, em silêncio”, relembrou a irmã Deonisia sobre a personalidade de Nadia.

Nadia Gavanski nasceu em maio de 1943 e levava uma vida pautada pela espiritualidade desde 1971, quando ingressou na vida religiosa. Com 55 anos de trajetória na Igreja, ela professou seus votos perpétuos no final da década de 70.

Com isso, ela atuou em diversas comunidades paranaenses, como Irati, Prudentópolis e a própria cidade de Ivaí. Filha de José e Ana Gavanski, Nadia era parte de uma família numerosa de oito irmãos e era reconhecida pelas outras irmãs como uma presença de paz.

A investigação agora segue sob sigilo para determinar se o estado de saúde da idosa e sua dificuldade de comunicação influenciaram a brutalidade da ação do criminoso.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.