A Polícia Civil de Botucatu, cidade localizada no interior de São Paulo, está conduzindo uma investigação sobre a agressão física a um homem que foi erroneamente confundido com um estuprador enquanto acompanhava sua filha até a escola.
O incidente ocorreu na última segunda-feira (12). Conforme relatado no boletim de ocorrência, lavrado pelas autoridades competentes, o homem de 36 anos afirmou que permitiu que sua filha fosse sozinha pela primeira vez até o Sesi, onde ela estuda.
Ele informou à polícia que, em acordo com a mãe da menina, decidiu seguir discretamente sua filha à distância, assegurando que ela estivesse segura durante o percurso.
No entanto, conforme consta no registro, três indivíduos se aproximaram dele e o questionaram sobre as razões de estar seguindo a adolescente. Mesmo após afirmar ser o pai da jovem, os agressores o espancaram.
Além de ser agredido fisicamente, o homem teria sido alvo de insultos como “estuprador”, “malandro”, “safado”, “vagabundo” e ameaças de homens que afirmavam “quebrar suas duas pernas”. A vítima alegou que os agressores são funcionários e atletas do Sesi em Botucatu.
O homem relatou que fugiu correndo, perseguido pelos agressores, e afirmou à polícia que foi espancado novamente no trajeto. Ele buscou refúgio na sede do Senai, onde procurou ajuda.

No entanto, os agressores também adentraram o local e continuaram a agredi-lo. Ele só parou de ser agredido quando a filha adolescente e sua mãe chegaram ao local e o reconheceram como pai da menina.
Após o esclarecimento da situação, os autores das agressões deixaram o local. A Polícia foi chamada e um boletim de ocorrência foi registrado, incluindo as acusações de agressão física, difamação e ameaça.

