Nesta sexta-feira (07/07), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou audiência pública para tratar dos fatos envolvendo a morte da escrivã da polícia civil, Rafaela Drumond, encontrada morta após denunciar assédio moral dentro da corporação.
Participaram da audiência o pai de Rafaela, Divino Drumond, a delegada-geral Letícia Gamboge, e o Corregedor-Geral, delegado-geral Reinaldo Felício Lima. Durante depoimento, Divino alegou ter sofrido pressão de policiais.
Segundo ele, durante o funeral, houve uma pressão por parte de representantes da Polícia Civil. Um homem, que se identificou como “delegado Itamar”, e outro, identificado como “Inspetor Celso”, teriam procurado o pai enlutado.
“Os policiais ficaram em cima de mim, fazendo pressão, querendo saber se eu sabia de alguma coisa. Eu não sabia de nada que minha filha passou. Durante a noite, continuou esse assédio em cima de mim“, declarou.
Divino já declarou, em algumas ocasiões, inclusive à polícia, que não tinha conhecimento do que a filha estava enfrentando. Em áudios vazados, Rafaela chegou a confessar a uma pessoa, não identificada, que não gostava de compartilhar o assunto em casa.
Ainda segundo o pai, Rafaela apenas fazia comentários se queixando da “convivência” com alguns colegas no ambiente de trabalho, tendo revelado à família que havia pedido uma transferência e o pedido havia sido ignorado.
Divino pediu às autoridades que investiguem as conversas encontradas no celular de Rafaela. Para o pai, o caso não é um mero suicídio, como foi inicialmente registrado. Divino acredita que a filha foi morta pela sequência de episódios de assédio.
O caso tem sido investigado. Em nota, a Polícia Civil informou que não revelará detalhes até a conclusão do inquérito.

