Aldair Divino Drumond, pai da escrivã Rafaela Drumond, de 31 anos, que teria tirado a própria vida por sofrer assédio moral e sexual no trabalho, relatou ao Metrópoles que percebeu uma maior distância e tristeza em sua filha desde o início do ano.
No entanto, conta que a filha não compartilhou nada sobre eventuais dificuldades onde ela era lotada na delegacia de Carandaí, localizada no interior de Minas Gerais. Aldair afirma que a filha nunca falou sobre o que acontecia.
No último fim de semana, Rafaela foi encontrada sem vida pelo seu pai em Antônio Carlos, cidade localizada em Minas Gerais. O incidente foi registrado como um caso de suicídio.
Aldair Divino, revelou que percebeu que a filha estava triste e introspectiva há alguns meses, mas que a filha não contou nada para a família. O pai acredita que a filha não queria preocupar a família.
Em áudios que vieram a público, a policial expôs situações de assédio sexual, assédio moral e perseguição ocorridas dentro da instituição. Até o momento, no entanto, nenhum nome foi revelado.
O Sindicato dos Escrivães da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindep-MG) confirmou ao Metrópoles que teve ciência do caso na semana passada, no entanto, não divulgou o conteúdo dos relatos feitos pela vítima.
Ainda de acordo de acordo com o pai da escrivã, ele ficou desesperado quando encontrou o corpo da filha, que ficou em choque sem entender o porquê ela tomou tal atitude. Qual seria o motivo que a levou a tirar a própria vida.
Rafaela já tinha feito a denúncia sobre o assédio do qual vinha sendo vítima, contudo, ao que parece ela não foi atendida a tempo. O pai da jovem que partiu de uma maneira tão precoce fez um triste desabafo sobre a tragédia que está vivendo:
“Acho que ela procurou ajuda no lugar errado, conversou com a pessoa errada. Acho que ela procurou ajuda com algum órgão, como sindicato, e eles não apoiaram e ela pensou que ia perder a vida dela. Acho que ela pediu ajuda e ninguém ajudou”, afirmou devastado o pai de Rafaela.

