Uma tragédia familiar abalou o município de Taubaté, no interior de São Paulo, na tarde da última segunda-feira, 13 de julho de 2026 e causou muita tristeza nos envolvidos.
Um homem encontrou os corpos de seu filho, Pedro Takemoto Arantes Machado, de 14 anos de idade, e de sua ex-companheira, Silvia, sem vida no interior da residência da família, localizada em um condomínio fechado no bairro Bonfim.
A descoberta ocorreu após o pai, Sandro Oliveira Machado, estranhar a falta de retorno do adolescente. Funcionário do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) em São José dos Campos, Sandro mantinha contato diário e frequente com o jovem.
Pela manhã, ele enviou uma mensagem de “bom dia” para o celular do filho, mas percebeu que o texto sequer havia sido entregue no aplicativo de mensagens. Preocupado com a falta de comunicação, ele decidiu ir até o imóvel logo após o término de seu expediente, por volta do meio-dia.
Ao chegar à residência às 12h47, Sandro constatou que a porta de entrada estava destrancada. Ao subir para o segundo pavimento da casa, deparou-se com o filho e a ex-mulher já sem sinais vitais.
Desesperado, ele solicitou socorro imediatamente. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local, mas pôde apenas constatar os óbitos. A Polícia Militar foi acionada para isolar a área, permitindo o início dos trabalhos das equipes da Polícia Científica e da Polícia Civil.
Em depoimento prestado às autoridades, Sandro explicou que havia deixado o imóvel na última sexta-feira, 10 de julho, data em que o casal iniciou formalmente o processo de separação.
O último contato presencial com o filho ocorreu na noite de domingo, 12 de julho, quando o pai buscou o adolescente em uma festa de aniversário e o deixou na portaria do condomínio por volta das 21h.
De acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência, o relacionamento do casal passava por um período de forte desgaste, acentuado por dificuldades de ordem financeira.
Sandro relatou também que Silvia enfrentava questões delicadas de saúde mental, tendo sido diagnosticada com transtorno esquizoafetivo. Ela realizava acompanhamento médico regular e fazia uso de medicações controladas.
Embora o marido tenha ressaltado que ela nunca havia demonstrado comportamento violento contra os familiares, a mulher sofria com episódios frequentes de mania persecutória decorrentes do quadro clínico.
A Polícia Civil trabalha preliminarmente com a linha de investigação de homicídio seguido de suicídio. Contudo, as autoridades ressaltam que a determinação exata da dinâmica dos fatos e a conclusão formal do inquérito dependem dos laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) e do andamento das diligências em curso.

