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Caso bebê Helena: exame de DNA pode mudar os rumos das investigações

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O exame de DNA pode trazer rumos distintos na investigação e mais detalhes seguem chamando atenção.

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O inquérito que apura a trágica morte da bebê Helena, de apenas 10 meses de idade, em Fortaleza, entra em uma fase decisiva com o confronto dos depoimentos das testemunhas e a expectativa pela conclusão de exames periciais fundamentais.

A Polícia Civil do Ceará aguarda a liberação de laudos genéticos (DNA) e exames complementares para determinar com precisão a autoria e a dinâmica dos abusos que levaram ao óbito da criança.

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Atualmente, dois homens continuam presos em flagrante sob a suspeita de estupro de vulnerável com resultado morte: o namorado da mãe da bebê, de 22 anos, e o primo dele, de 26 anos.

Ambos estavam no apartamento localizado no bairro Dionísio Torres quando a vítima foi localizada já sem apresentar qualquer sinal de reação física, o que acendeu um alerta em todos.

De acordo com o boletim de ocorrência, cinco pessoas adultas se encontravam no interior do apartamento no momento em que a gravidade do estado da bebê foi constatada. Além da mãe e dos dois homens que acabaram presos, também estavam no local o irmão e a cunhada da mãe da criança.

Em suas declarações oficiais à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), a mãe da menina relatou que acordou por volta das 7h15 e deparou-se com o primo de seu namorado deitado diretamente sobre o corpo de sua filha.

Ela afirmou que imediatamente retirou o homem de cima da bebê e notou que a filha estava desacordada e não esboçava reações, acreditando em um primeiro momento que ela pudesse ter engasgado.

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Por outro lado, os dois suspeitos negam qualquer envolvimento em atos de violência. O namorado da mãe declarou em depoimento que consumiu grande quantidade de bebida alcoólica durante uma confraternização que ocorria no imóvel e garantiu não ter presenciado nenhuma agressão contra Helena.

O primo dele, por sua vez, alegou ter dormido no local após o consumo de álcool e afirmou não se recordar de quase nada do que aconteceu durante a madrugada. Ele negou veementemente ter cometido abuso contra a bebê e sustentou que só percebeu a gravidade da situação quando ouviu os pedidos desesperados de socorro dos outros moradores do apartamento.

O caso ganhou contornos criminais imediatos após a bebê ser socorrida e levada ao Hospital São Carlos. Na unidade de saúde, os médicos plantonistas identificaram graves lacerações físicas na região anal da criança, constatando um quadro clínico compatível com violência sexual crônica ou aguda e notificando as autoridades de segurança de imediato.

A Polícia Civil do Ceará ressalta que a análise pericial de material genético coletado no corpo da vítima e na cena do crime será crucial para apontar de forma científica quem de fato manteve contato físico com a bebê nas horas que antecederam o óbito.

Até o momento, os laudos periciais definitivos não foram concluídos e a polícia não divulgou se novas pessoas passarão a ser investigadas. Os dois suspeitos seguem sob custódia do sistema prisional cearense enquanto a equipe da Dececa trabalha para fechar o quebra-cabeça dessa trágica ocorrência.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.