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Padre do balão: Há 15 anos religioso fez uma viagem sem volta o caso viralizou – Vídeos

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Em 2008, o padre Adelir de Carli embarcou no Paraná para um voo de balões de gás hélio.

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Em 20 de abril de 2008, o padre Adelir de Carli partiu de Paranaguá, no Paraná, em um voo de balão com gás hélio, que ficou marcado na memória dos brasileiros, e que fez com que ele passasse a ser conhecido como o “padre do balão”.

Quinze anos depois, nesta quinta-feira (20), a história deste pároco e o porquê de sua decisão em se aventurar em uma viagem que teria como destino o estado do Mato Grosso do Sul, mas que terminou de forma trágica, viralizou e ficou conhecida em todo o mundo. Seus restos mortais foram descobertos meses mais tarde no mar, no Rio de Janeiro.

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Com o intuito de chamar a atenção e angariar fundos para financiar um hotel para caminhoneiros em Paranaguá, o padre Adelir de Carli, que era um paraquedista experiente, planejava voar em balões de gás hélio.

O padre ficou conhecido por suas aventuras no ar, bem como por sua atuação na defesa dos direitos humanos, quando denunciou, em 2006, a violência contra pessoas em situação de rua na cidade onde morava.

Além disso, seu sonho era quebrar o recorde de voo em balão com uma permanência de 20 horas no ar, superando o recorde anterior estabelecido por dois americanos que voaram por 19 horas. Veja os vídeos a seguir.

Sob a chuva e acompanhado por fiéis, curiosos e jornalistas, o padre Adelir celebrou uma missa antes de partir em seu voo de balão. Mesmo com o céu nublado e o tempo instável, o sacerdote decidiu seguir com o plano.

VÍDEO Nº 1

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Às 13h, sentado em uma cadeira presa a mil balões, partiu de Paranaguá, no Paraná, com destino a Dourados, em Mato Grosso do Sul, em uma viagem que duraria 20 horas.

O equipamento do padre incluía vários itens de segurança, como paraquedas, capacete, roupas impermeáveis, GPS, celular, telefone via satélite, coletes salva-vidas, traje de voo térmico, alimentos e água.

Vinte minutos após a decolagem, Adelir surpreendeu a equipe em terra atingindo uma altitude de 5.800 metros acima do nível do mar, quase o dobro do previsto. Veja o segundo vídeo a seguir.

Comunicação com as autoridades foi perdida pouco depois que o padre Carli relatou más condições climáticas e problemas com o GPS, pedindo ajuda para operar o equipamento.

VÍDEO Nº 2

Na noite de 20 de abril, o último contato do sacerdote com a Polícia Militar ocorreu a cerca de 25 quilômetros de São Francisco do Sul, em Santa Catarina.

As investigações à época apontaram que o mau tempo o levou em direção ao mar. Em 4 de julho de 2008, restos mortais do padre foram encontrados no mar próximo à costa de Maricá, no Rio de Janeiro, por um barco rebocador que prestava serviços à Petrobras.

A confirmação da identidade de Adelir foi feita por meio de um exame de DNA, realizado no Instituto de Pesquisa Genética Forense com uma amostra de material coletado de seu irmão Moacir de Carli, mestre de obras. O funeral do padre ocorreu em sua cidade natal, Ampére.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.