Desaparecimentos de adolescentes costumam mobilizar comunidades inteiras e acionar rapidamente forças de segurança, especialmente quando há indícios de que algo fora do comum possa ter ocorrido.
Em muitos desses casos, as primeiras horas são decisivas para o avanço das investigações, enquanto familiares vivem a angústia da falta de notícias e aguardam respostas.
Foi neste contexto que duas jovens, Stella Dalva Melgari Almeida e Letycia Garcia Mendes, seguem desaparecidas desde a noite do dia 20 de abril, em Cianorte, no noroeste do Paraná.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil, o caso teve avanços recentes e passou a concentrar suspeitas sobre um homem de 39 anos, identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz.
Segundo os investigadores, ele utilizava uma identidade falsa e já era considerado foragido por conta de um mandado de prisão em aberto por roubo agravado. As autoridades informaram que a apuração ganhou novos elementos a partir de depoimentos, reconhecimento de pessoas envolvidas, análise de deslocamentos e relatórios investigativos.
Com base nesses dados, a principal linha de investigação passou a considerar a possibilidade de um crime mais grave, embora detalhes adicionais não tenham sido divulgados.
De acordo com o boletim de ocorrência, o último contato das adolescentes com a família ocorreu quando elas estavam em uma residência. Na ocasião, informaram que seguiriam para uma festa na cidade de Maringá.
Desde então, não retornaram para casa e não mantiveram mais comunicação com parentes, o que intensificou a preocupação. Imagens de câmeras de segurança também passaram a integrar a investigação, mostrando as duas entrando em um veículo pertencente a um empresário, que teria levado as jovens para um evento.
A partir dessas informações, a polícia busca reconstruir os últimos passos antes do desaparecimento. A Polícia Civil já solicitou a prisão temporária do suspeito, com parecer favorável do Ministério Público, e aguarda decisão judicial.
Enquanto isso, as buscas continuam, e o caso segue sendo tratado como prioridade. A situação reforça a importância da colaboração da população com informações que possam ajudar a esclarecer o paradeiro das adolescentes e trazer respostas às famílias.

