A polícia do Distrito Federal prendeu, nesta semana, um homem identificado como Cleber Lúcio Borges, de 55 anos, acusado de agressão contra a própria esposa. As agressões aconteceram no elevador do prédio onde morava o casal.
O vídeo da câmera de segurança, do interior do elevador, mostra a sequência de agressões. A mulher aparece nas imagens apertando um botão do elevador e, na sequência, é atingida com um golpe.
O registro mostra que Cleber deu diversos golpes na cabeça da vítima, que chega a cair desacordada. A agressão dura cerca de 4 minutos, até que o elevador para e o agressor sai. Ainda caída, a vítima aperta botões para o elevador seguir para outro andar.
O homem é empresário e tem negócios no estado de Goiás e no Distrito Federal. Ele foi preso tanto pelas agressões, como também por manter posse ilegal de armas de fogo e munição.
Após a divulgação das imagens, o caso gerou revolta. Cleber foi preso e não se manifestou ao ser procurado pela imprensa. O agressor afirmou que vai se manifestar apenas no processo.
A mulher não procurou a polícia para denunciar o crime, também não quis medidas protetivas. Segundo a polícia, em decorrência das agressões, a vítima precisou passar cinco dias internada em um hospital particular do DF.
Mais um covarde lixo que ficará famoso, o empresário do DF, Cléber Lúcio Borges, 55 anos, espanca mulher no elevador. Foi denunciado pela sogra após médicos alertaram sobre possível violência doméstica. A filha ficou internada por 5 dias no hospital, toda força para ela. pic.twitter.com/aeD7kYE4YB
— GugaNoblat (@GugaNoblat) August 8, 2025
Foram os médicos da unidade que alertaram a mãe da mulher sobre as características das agressões. A mãe da vítima foi quem procurou a polícia. As investigaçoes apontam que a vitima já havia sofrido outras agressões na relação, mas nunca havia denunciado.
Desde 2012, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), casos envolvendo a Lei Maria da Penha não dependem mais da decisão da vítima. Por isso, a polícia segue investigando mesmo sem a denúncia da vítima.
“Nós vamos analisar a gravidade da situação. A polícia, a Justiça, o Ministério Público vão agir independente da vontade da vítima. Pra que? Pra garantir a segurança da mulher, preservar a vida dessa mulher”, disse o delegado a frente do caso.

