Nesta quarta-feira (15/01), o mundo foi surpreendido pela notícia de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas. O acordo é fruto de esforços dos governos do Catar, Egito e Estados Unidos.
Segundo as informações, o acordo traça uma série de pontos que deverão ser cumpridos entre ambas as partes. O cessar fogo deve ser colocado em prática a partir de domingo. Um dos pontos importantes do acordo é a troca de reféns.
O Hamas mantinha cerca de 250 reféns israelenses desde outubro de 2023, quando o grupo invadiu Israel e deixou mais de 1000 mortos em um atentado terrorista. Israel, por sua vez, também mantém dezenas de palestinos detidos.
Ainda nesta quarta, o premiê Benjamin Netanyahu se manifestou sobre o acordo de cessar fogo. Netanyahu fez questão de agradecer ao presidente eleito dos EUA, Donald Trump, pelo trabalho em conjunto.
“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu falou esta noite com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e agradeceu-lhe por sua ajuda na liberação dos reféns e por ajudar Israel a pôr fim ao sofrimento de dezenas de reféns e suas famílias”, diz um comunicado do governo Israel.
A mesma nota também faz uma menção discreta a Joe Biden, que ainda é o presidente em exercício nos EUA. A nota faz um agradecimento pequeno a Biden, pelos esforços no resgaste dos reféns.
A situação de Netanyahu a frente do governo israelense não é tão simples. Desde antes do atentado do Hamas, o premiê já enfrentava baixa aprovação popular. Agora a reprovação cresceu, especialmente em função do fracasso no resgate dos reféns.
Apesar das incursões terrestres devastadoras na extensão de Gaza e os bombardeios, o Exército de Israel não conseguiu resgatar os reféns. Dos cerca de 250 sequestrados, alguns inclusive perderam a vida em bombardeios de Israel.

