Nesta última sexta-feira, dia 16 de junho, um menino de apenas 2 anos morreu, com suspeita de meningite. A família da criança acusa duas unidades de saúde, uma pública e uma particular, de negligência.
A criança foi identificada pelo nome de Anthony Levi Meira dos Anjos. Segundo a família, o menino no período da noite apresentou vômito e febre, quando acabou sendo levado para a emergência do Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
Segundo a família, ele chegou a passar por uma avaliação, mas não teve o quadro considerado como urgente. Preocupada, a família decidiu seguir para uma unidade privada que fica perto do HRC.
Ainda segundo a família, já no Hospital das Clínicas, unidade de saúde particular, também não teriam conseguiram o atendimento médico adequado. A família afirma que houve negligência na unidade.
“Não temos o que fazer com seu filho aqui. Então, vamos ligar para o Samu”, a família chegou a escutar de uma médica, de acordo com uma tia da família. Ainda segundo familiares, haviam duas ambulâncias da unidade disponíveis, mas a equipe médica aguardava pelo Samu.
Com a piora do quadro do menino, e vendo que a criança não seria atendida, a família voltou a pé para o Hospital Regional de Ceilândia onde, segundo a família, o menino teria sido finalmente atendido com urgência.
No entanto, Antony não conseguiu resistir e teve o seu falecimento confirmado. Agora, os seus familiares procuram por Justiça e acreditam que o menino tenha sido negligenciado nos dois locais.
O menino era vacinado contra a Meningite tipo C, mas contraiu o tipo B da doença, cujo imunizante esta disponível apenas na rede privada.
Em nota, o HRC alega que o menino, na primeira entrada da família, já havia sido avaliado com quadro “muito urgente”, com pulseira laranja, mas que a família teria optado por não esperar.
“Às 4h50 do mesmo dia, eles voltaram ao HRC com a criança apresentando quadro de parada cardiorrespiratória, onde foi prontamente atendida pela equipe médica, e o óbito foi constatado às 5h33“, alega o hospital.

