Uma moradora do Gama, no Distrito Federal, decidiu acionar a Polícia Civil após identificar o próprio companheiro em uma reportagem que o apontava como suspeito de aplicar golpes emocionais e financeiros em mulheres. O caso foi revelado nesta segunda-feira (28/7), pela coluna Na Mira, do portal Metrópoles.
A vítima, que manteve um relacionamento de mais de cinco anos com João Aguimar de Oliveira Júnior, procurou a 14ª Delegacia de Polícia e relatou ter sofrido uma série de abusos durante esse período. Ela solicitou medidas protetivas e agora é mais uma entre as mulheres que acusam o investigado.
Segundo o boletim de ocorrência, o relacionamento teve início em fevereiro de 2021, após os dois se conhecerem por meio de um site de encontros. Em pouco tempo, os encontros virtuais evoluíram para um envolvimento afetivo constante.
Embora o casal não tenha tido filhos, João passou a viver com a mulher e seus dois filhos de um relacionamento anterior. Ele chegou a ter livre acesso à residência da vítima, incluindo posse de uma cópia da chave.
Durante os anos de convivência, a mulher afirma ter transferido quantias expressivas ao investigado, que justificava os pedidos com histórias de urgência. Em um dos episódios, ela contraiu um empréstimo de R$ 40 mil no Nubank, alegando que queria ajudá-lo.
João dizia estar sendo ameaçado e afirmava precisar do dinheiro para se proteger. Apesar das promessas, nenhuma das dívidas foi quitada por ele.
A vítima relatou que, ao longo da relação, os prejuízos ultrapassaram R$ 300 mil. Além das perdas financeiras, ela detalhou que enfrentava constantes manipulações emocionais.
Durante o relacionamento, o acusado se apresentava como policial penal, chegando a sair de casa usando o que parecia ser um uniforme da corporação. A vítima disse ter visto ao menos três armas de fogo em posse dele.
O estilo de vida de João Aguimar também chamou atenção. Ele costumava aparecer com diferentes veículos, incluindo modelos como Gol, Hyundai i30, Amarok, Range Rover e Volvo, este último citado também em outra queixa feita na 35ª DP, em Sobradinho 2.
A denunciante afirmou ainda que bancou todas as viagens realizadas pelo casal ao longo dos anos, arcando integralmente com as despesas. A Polícia Civil do DF segue investigando o caso com base na Lei Maria da Penha, já que há indícios de violência psicológica contra a vítima.

