Acidentes de trânsito que resultam em grandes perdas deixam marcas profundas de comoção e abrem espaço para reflexões sobre a fragilidade da vida e a responsabilidade no trânsito.
Foi o que aconteceu na madrugada do dia 21 de dezembro, em São Mateus, Espírito Santo, quando cinco pessoas perderam a vida em uma colisão trágica.
As vítimas, incluindo um casal, seu filho e dois amigos, estavam voltando de uma festa de formatura quando o carro em que estavam colidiu com outro veículo.
O motorista do Jeep Compass, Brendo Félix Gaigher, de 30 anos, permaneceu no local do acidente, prestou assistência e não apresentava sinais de embriaguez, conforme constatado por laudo.

No entanto, ele se recusou a realizar o teste do bafômetro e foi autuado pela Polícia Militar devido à recusa. Posteriormente, foi preso em flagrante pela Polícia Civil sob acusação de homicídio culposo majorado por não prestar socorro, o que gerou protestos por parte de sua defesa.
Os advogados de Brendo emitiram uma nota lamentando a tragédia e solidarizando-se com os familiares das vítimas. Eles destacaram que o motorista não fugiu do local e buscou ajuda imediatamente após o acidente.
Segundo a defesa, o comportamento de Brendo não configuraria flagrante, conforme as condições previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

“Não entendemos por que a autoridade policial lavrou o auto de prisão em flagrante, considerando que ele não estava embriagado, não fugiu e não deu causa ao acidente“, afirmaram os advogados, apontando que o Compass colidiu com o Ford Ka durante uma manobra de retorno feita pelo outro veículo.
A colisão foi investigada pelas autoridades, e a perícia foi acionada para apurar detalhes do acidente.
Enquanto isso, o caso desperta um misto de tristeza e questionamentos sobre as circunstâncias que levaram ao ocorrido e sobre as implicações legais que se seguiram.

