Um grave atropelamento ocorrido na cidade de Praia Grande, localizada no litoral do estado de São Paulo, gerou revolta e mobilização da família da vítima em busca de justiça. Um adolescente de 12 anos foi atingido por um carro de luxo enquanto atravessava na faixa de pedestres.
O motorista fugiu sem prestar socorro, deixando o garoto gravemente ferido. O impacto resultou em uma fratura no ísquio, um osso da pélvis, obrigando o menino a permanecer em repouso absoluto por pelo menos 30 dias.
O atropelamento foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram que a via é de mão dupla e que o veículo, uma Mercedes-Benz, trafegava em alta velocidade no momento do impacto. Sem tempo para reagir, o adolescente foi arremessado ao chão com violência.
Testemunha direta da cena, o motoboy Luccas dos Santos Franco, irmão da vítima, relatou que havia acabado de chegar à cidade quando presenciou o momento trágico.
Segundo ele, a família viajou ao litoral para aproveitar o Carnaval, e o adolescente, acompanhado da mãe, já estava na orla da praia quando ele chegou. Ao avistar o irmão do outro lado da rua, o menino atravessou para cumprimentá-lo, mas foi atingido pelo carro em alta velocidade.
Luccas correu para socorrer o irmão e, ao perceber que o motorista fugia sem prestar assistência, tentou segui-lo de moto. No entanto, não conseguiu localizá-lo.
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Testemunhas informaram que o condutor seguiu em alta velocidade, fazendo uma curva brusca e quase atropelando outras pessoas antes de desaparecer. Além disso, há relatos de que o motorista estaria embriagado no momento do acidente.
O adolescente foi levado ao Pronto-Socorro, onde permaneceu internado por três dias. Os médicos diagnosticaram a fratura na região pélvica e determinaram repouso absoluto, impossibilitando-o de se locomover sozinho.
O impacto da lesão exige que ele permaneça deitado o tempo todo, sem conseguir sequer levantar-se para necessidades básicas. Além de enfrentar o processo de recuperação, a família busca justiça e informações sobre o condutor responsável pelo atropelamento.
A indignação cresce diante da impunidade, especialmente pelo fato de que o motorista não prestou socorro e ainda fugiu do local. Luccas, junto com outras testemunhas, tenta reunir dados sobre a placa do veículo para denunciar o caso às autoridades e garantir que o responsável seja identificado e punido.
O episódio reforça a necessidade de conscientização sobre o respeito às leis de trânsito, principalmente em áreas de grande circulação de pedestres. O desrespeito à faixa de pedestres e o excesso de velocidade em vias urbanas são fatores que colocam vidas em risco diariamente.
Além disso, a possível embriaguez do condutor ressalta a gravidade da imprudência no trânsito, que pode transformar momentos de lazer em tragédias irreversíveis.
A família da vítima segue mobilizada para que o caso não fique impune e para que medidas sejam tomadas a fim de evitar novos episódios de descaso e irresponsabilidade.

