Uma triste notícia sobre Débora Rodrigues, que ficou conhecida como ‘Débora do Batom’, chamou atenção do público, nesta última quarta-feira, no dia 5 de novembro. Ela precisou sair da prisão domiciliar por conta de uma emergência médica.
Condenada pelos atos de 8 de Janeiro, ela descumpriu sua prisão domiciliar ao sair de casa sem autorização judicial, e o caso foi parar na mesa do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O Núcleo de Monitoramento de Pessoas (NMP) de São Paulo, enviou um relatório ao Supremo. O documento informa que “Débora do Batom” saiu de casa, em Paulínia (SP), às 20h38 de segunda-feira (3) e só retornou às 3h07 da madrugada de terça-feira (4).
Com a notícia da violação, a defesa da cabeleireira alegou que a saída foi uma emergência médica e mais detalhes sobre o que teria acontecido, de acordo com eles, foram expostos.
O marido e a irmã da presa informaram ao NMP que ela estava com “dores intensas” e foi levada a uma unidade de saúde, onde foi diagnosticada com uma infecção urinária.
Diante da situação, o relatório detalha que a equipe de monitoramento acompanhou todo o trajeto. O sistema registrou que ela chegou ao hospital às 20h50 e saiu às 2h22.
Antes de voltar para casa, ela ainda fez uma parada de 20 minutos em uma farmácia, provavelmente para comprar os remédios que foram prescritos.
“Débora do Batom” ficou conhecida nacionalmente após ser flagrada pichando a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao STF, durante os atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023.
Diante disso, ela foi condenada a 14 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio tombado. No momento, o ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou sobre o episódio.
Caso a emergência médica não seja considerada uma justificativa plausível pela Suprema Corte, Débora Rodrigues pode perder o benefício da prisão domiciliar e ser transferida para um presídio em regime fechado.

