Após uma suspeita de tentativa de fuga que mudou os rumos do processo, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão está repercutindo neste sábado, dia 22 de novembro. O ex-mandatário será transferido para uma “Sala de Estado” na sede da Polícia Federal.
As fontes são da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido da defesa por “prisão domiciliar humanitária”.
Moraes, no entanto, estabeleceu que o Estado deve fornecer “atendimento médico em tempo integral, em regime de plantão” ao preso.
Com a notícia da prisão, a preocupação com o quadro clínico de Bolsonaro se intensificou. Na última sexta-feira (21), seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, relatou um cenário dramático:
De acordo com ele, o pai enfrentava uma crise de soluços de 23 horas, vômitos constantes e risco de broncoaspiração fatal enquanto dormia.
Diante da situação de saúde fragilizada, que inclui sequelas da facada de 2018 e um recente diagnóstico de câncer de pele, Moraes autorizou uma exceção:
A equipe médica particular de Bolsonaro poderá visitá-lo na prisão sem necessidade de autorização prévia do STF, assim como seus advogados.
A defesa havia argumentado que o sistema carcerário comum não teria condições de tratar as comorbidades do ex-presidente.
A resposta do STF foi alocá-lo em uma sala especial reservada para autoridades, que conta com banheiro privativo e estrutura diferenciada da carceragem comum.
No momento, a decisão de prisão preventiva se baseia no risco de fuga, superando os argumentos de saúde para a manutenção da prisão domiciliar.
Bolsonaro deverá ser transferido para a sede da PF, onde ficará sob custódia e vigilância médica constante. O momento segue repercutindo no Brasil e está sendo muito comentado na internet.

