Nesta quarta-feira (24/12), o ministro do STF, Alexandre de Moraes, se manifestou abertamente sobre a polêmica em torno do escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
De maneira geral, a polêmica gira em torno de duas suposições: a de que o escritório de Viviane teria atuado no processo de aquisição do Banco Master, com um contrato de R$ 129 milhões; enquanto Moraes é acusado de ter atuado como lobista junto ao Banco Central, para favorecer o escritório da esposa.
O ministro nega as acusações e, em nova nota, esclarece os pontos que vem sendo levantados para sustentar as suposições. Moraes confirma que teve contato com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.
No entanto, o ministro afirma que as reuniões aconteceram para tratar das possíveis consequências que ele poderia sofrer a partir da aplicação da Lei Magnistiky, pelo governo dos Estados Unidos. Ele nega ter falado com Galípolo sobre o Banco Master.
Moraes também comenta as especulações de que teria mantido ligações telefônicas com Galípolo para tratar do tema Banco Master. Em sua nova nota, Moraes nega se quer ter falado ao telefone com o presidente do Banco Central
Também a respeito do tema, Moraes alega que o escritório da esposa não atuou no processo de liquidação do Banco Master. “Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição Master-BRB perante o Banco Central”, escreve.
Ao longo dos últimos dias, o assunto tem tomado as páginas de jornais. Até o momento, fontes sigilosas teriam sido ouvidas, mas nenhum jornalista apresentou provas sobre as denúncias. Viviane Barci de Moraes é formada em Direito pela Universidade Paulista (Unip), antes cursou Propaganda e Marketing na mesma Instituição.

