Nesta quinta-feira (16/10), o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu uma notícia que pode render novas dores de cabeça para sua defesa. Por recomendação da PGR, o STF determinou a reabertura de mais um inquérito contra Bolsonaro.
Na última quarta-feira (15/10), a Procuradoria-Geral da República respondeu a uma solicitação do ministro Alexandre de Moraes sobre o inquérito acerca da denúncia contra Bolsonaro, no período em que era presidente, envolvendo uma suposta interferência na Polícia Federal.
A história não é nova e envolve inclusive o atual senador Sergio Moro (União-PR). Em 2020, quando deixou o cargo de ministro da Justiça e Segurança de Bolsonaro, Moro fez acusações graves contra o então presidente.
O atual senador, que havia deixado a carreira de juíz para assumir cargo no governo, alegou que Bolsonaro fazia interferências na Polícia Federal desde 2019. Ainda na época, a PGR determinou abertura de inquérito para investigação sobre as denúncias.
Em 2022, a Polícia Federal enviou ao STF um relatório apontando não ter encontrado indícios de crime na conduta do ex-presidente, apesar do que alegou Sérgio Moro – que fez as acusações e renunciou o cargo que ocupava no governo.
Diante do relatório da Polícia Federal da época, o então procurador-geral Augusto Aras fez o pedido pelo arquivamento do processo. Moraes, que é relator do caso, se manifestou em maio deste ano e pediu um novo parecer do atual procurador, Paulo Gonet, para arquivar ou não o processo.
No entanto, Gonet discordou de Aras e recomenduo a reabertura do inquérito para uma investigação mais ampla, que verifique se houve “interferências ou tentativas de interferência nas investigações mencionadas por Moro, mediante o uso da estrutura do Estado e a obtenção clandestina de dados sensíveis”.
O novo relatório da PGR, dessa vez assinada por Paulo Gonet, também determina que a Polícia Federal investigue no inquérito sobre a existência de uma suposta organização criminosa que teria sido responsável por ataques institucionais contra o sistema eleitoral, autoridades e as próprias instituições públicas, com base nas declarações de Sérgio Moro.

