O Ministério Público do Rio de Janeiro determinou a reabertura do inquérito que investiga a suposta prática de “rachadinha” no gabinete de Carlos Bolsonaro, durante mandato como vereador.
O MPRJ determinou a reabertura atendendo a um pedido feito pela assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), que apontou a necessidade de avançar com as investigações contra o então vereador.
Em dezembro do ano passado, Carlos Bolsonaro anunciou a renúncia do cargo como vereador do Rio de Janeiro. O filho do ex-presidente ja sinalizou a intenção de concorrer a cargo ao Senado Federal, pelo estado de Santa Catarina.
As investigações iniciais contra Carlos Bolsonaro começaram após denúncia de suposta prática de corrupção no gabinete do então vereador, entre os anos de 2005 e 2021. O suposto esquema se baseava na prática de “rachadinha”.
Na prática, a chamada “rachadinha” consiste na prática de desviar parte dos salários de funcionários do gabinete, que são empregados a partir de indicação. Segundo a denúncia, o esquema teria desviado pelo menos R$1,7 milhão.
As investigações apontaram que pelo menos 7 ex-funcionários da Câmara Municipal do RJ participavam do esquema. No entanto, em 2024, o MPRJ apontou que não haviam provas do envolvimento de Carlos Bolsonaro no esquema.
De acordo com apurações do Globo News, a PGJ apontou que as provas contra Carlos Bolsonaro não foram consideradas pelo MPRJ na decisão que resultou no arquivamento.
A prática de “rachadinha” é uma prática conhecida há muitos anos pelas autoridades. Outro filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, também chegou a ser investigado por prática de rachadinha. O processo também não avançou.
Atualmente, Carlos pretende concorrer ao Senado por Santa Catarina. Flávio Bolsonaro, por sua vez, foi escolhido por Bolsonaro para concorrer ao cargo de presidente, como seu sucessor no PL.

