Uma médica do Distrito Federal passou por uma situação de violência durante o horário de trabalho. A profissional registrou o caso na delegacia e passou por exame de corpo delito. Ao Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF), ela detalhou o momento em que foi agredida.
“Entrou batendo a porta do consultório, pegou a cadeira, colocou na minha frente. Eu disse, ‘senhora, tem de manter distância pelo protocolo de Covid’. Ela veio, meteu a mão na minha cara e gritei por socorro”, relembrou.
O Sindicato divulgou informações sobre o caso, mas optou por manter em sigilo o nome da profissional. Segundo a descrição do caso, a violência só foi interrompida quando outros funcionários conseguiram conter a agressora.
A médica, ainda segundo as informações, não voltou ao trabalho e tem se recuperado em casa. Além das lesões físicas, a médica sofreu abalo emocional após o ataque, segundo os detalhes prestados pelo sindicato.
Segundo detalhou o presidente do Sindicato, Guttemberg Fialho, a agressora teria se irritado pela exigência em relação ao protocolo da covid. Fialho explica que a médica informou à paciente que estava grávida e pediu para que ela mante-se distância, o que pode ter irritado a mulher.
“Essa agressão é o resultado do excesso de demanda e insuficiência de pessoal. Isso só gera insatisfação, violência contra os profissionais e deixa a população desesperada”, analisou o presidente.
O episódio de violência aconteceu em uma unidade de saúde pública do DF, mas que não teve o nome divulgado.

