Casos de violência doméstica continuam chocando famílias em diversas regiões do Brasil e frequentemente deixam marcas profundas em quem convive com essas situações. Muitas histórias começam com relacionamentos aparentemente tranquilos, mas acabam revelando episódios de agressividade, medo e sofrimento dentro de casa.
Em Campinas, um caso envolvendo uma recém-casada causou grande comoção justamente por acontecer em um momento que deveria ser de celebração. Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, foi morta no último sábado, dia 9 de maio, poucas horas após oficializar sua união com o guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos.
Antes do ocorrido, ela havia compartilhado sua felicidade com familiares por mensagens, comemorando o casamento e demonstrando entusiasmo com a nova fase da vida. Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, o casal participou da cerimônia no cartório durante a manhã e, mais tarde, uma discussão teria começado dentro da residência.

O desentendimento evoluiu para uma luta corporal, enquanto familiares tentavam retirar as crianças do local para protegê-las da confusão. Testemunhas relataram que o guarda municipal pegou sua arma funcional durante a briga e efetuou disparos contra Nájylla.
Após deixar o imóvel, ele teria retornado pouco depois e realizado novos tiros. A vítima chegou a ser socorrida por equipes do Samu, mas não resistiu. A situação abalou ainda mais a família porque os três filhos de Nájylla, de 15, 12 e 8 anos, estavam presentes no momento do crime.
A mãe da vítima, Rosilaine Alves Duenas, afirmou que já havia alertado a filha sobre comportamentos agressivos do companheiro quando ele consumia bebida alcoólica, mas a paixão falou mais alto e ela decidiu seguir com o relacionamento.
Além de cuidar dos filhos, Nájylla também buscava realizar outro grande sonho: cursar Direito. De acordo com familiares, ela estudava em uma faculdade on-line e desejava se tornar advogada futuramente.
Após o ocorrido, o próprio agente acionou a Guarda Municipal e foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher, onde acabou preso em flagrante. A corporação informou que abriu procedimento administrativo disciplinar e determinou o afastamento preventivo do servidor por 90 dias.

