Um caso comovente de negligência infantil veio à tona na Tailândia, onde um menino de apenas 8 anos foi encontrado vivendo em condições precárias e sem interação humana. A criança, que se comunicava exclusivamente por latidos, foi resgatada no distrito de Lap Lae, no norte do país.
O garoto foi localizado em uma casa de madeira em estado degradado. Segundo as autoridades, o local também era conhecido por atividades relacionadas ao tráfico de drogas. O menino vivia cercado por seis cachorros, únicos companheiros com quem mantinha algum tipo de interação.
A situação de abandono foi denunciada por uma diretora de escola local e por ativistas, que relataram o estado crítico da criança. Vizinhos confirmaram que o menino permanecia sozinho na residência, enquanto a mãe, de 46 anos, saía para templos budistas pedir comida e dinheiro.
Além disso, os relatos apontam que a mulher chegou a receber apoio financeiro do governo para matricular o filho em uma instituição de ensino, mas nunca o inscreveu. O irmão do garoto, de 23 anos, também vivia na casa e, assim como a mãe, testou positivo para uso de drogas durante a abordagem das autoridades.
A ausência de cuidados e a falta de convívio com outras crianças levaram o menino a desenvolver uma forma de comunicação baseada em latidos, imitando os cães com quem convivia diariamente. Os moradores da vizinhança evitavam o contato entre seus filhos e o menino, devido à reputação da família.
As imagens registradas no momento do resgate revelam o ambiente insalubre em que a criança morava, com pouca estrutura e condições inadequadas para qualquer tipo de criação. A casa de madeira estava visivelmente deteriorada e sem recursos básicos.
Após ser resgatado, o menino foi encaminhado a um abrigo infantil da região, onde passará por uma avaliação médica e psicológica. Ele também começará a receber acompanhamento educacional, como parte de seu processo de reintegração à sociedade.
A Fundação Paveena afirmou que acompanhará o desenvolvimento do garoto e dará suporte contínuo para garantir que ele tenha acesso a tratamento adequado e oportunidades de recuperação.

