A morte de uma criança em circunstâncias ainda sob apuração mobilizou moradores de Penalva, na Baixada Maranhense, e provocou comoção na comunidade. Casos que envolvem vítimas tão jovens costumam exigir investigação minuciosa, especialmente quando há versões divergentes e a necessidade de exames técnicos para esclarecer os fatos.
As autoridades trabalham para reconstruir o que ocorreu dentro da residência onde as crianças viviam. A bebê Ellen Sofia Mendes dos Santos, de 2 anos, foi encontrada sem vida no início da tarde de quinta-feira (26).
No mesmo imóvel, a irmã dela, de 3 anos, também foi localizada com um ferimento no pescoço. De acordo com a Polícia Civil do Maranhão, uma adolescente de 15 anos, que estava responsável por cuidar das meninas durante parte do dia, foi apreendida por suspeita de envolvimento no caso.
Segundo informações repassadas à investigação, as crianças permaneciam sob os cuidados da jovem no período da manhã e, à tarde, eram acompanhadas por outra pessoa enquanto os pais trabalhavam.
Foi essa segunda responsável quem encontrou Ellen já sem sinais vitais e a irmã machucada ao chegar à casa. A declaração de óbito aponta como causa inicial asfixia por broncoaspiração, quadro que ocorre quando líquidos ou outros conteúdos alcançam as vias respiratórias inferiores e comprometem a respiração.
Ainda assim, o laudo definitivo do Instituto Médico Legal, em São Luís, deverá confirmar as circunstâncias exatas da morte. Em depoimento inicial, a adolescente afirmou que um homem teria invadido o imóvel e atacado as crianças.
No entanto, conforme relataram testemunhas, não foram identificados indícios de arrombamento ou de entrada forçada. O secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, informou que ela foi autuada por ato infracional análogo a homicídio em relação à bebê e por ato infracional análogo a tentativa de homicídio no caso da irmã.
A Delegacia de Penalva conduz as diligências, já ouviu testemunhas e aguarda resultados periciais. O Conselho Tutelar acompanha a situação, e o Ministério Público do Maranhão solicitou a internação provisória da adolescente.
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As autoridades reforçam que todas as medidas legais estão sendo adotadas para esclarecer completamente o ocorrido.

