Em Goiás, o médico Marcelo Arantes e Silva segue atendendo clinicamente mesmo depois de ser denunciado por abuso sexual. As denunciantes são cinco mulheres que relatam ter sido violentadas durante consultas e exames.
As cinco denunciantes não tiveram os nomes revelados, mas as cinco contam histórias semelhantes. Marcelo, que atua como ginecologista, é acusado de se aproveitar do momento das consultas e exames para praticar os crimes.
Atualmente, Marcelo atende nas cidades de em Goiânia e Senador Canedo. As investigações da polícia civil começaram há cerca de 40 dias e, segundo a polícia, os crimes aconteceram ao longo dos últimos quase 10 anos.
A primeira denúncia contra Marcelo foi feita em 2017. A Polícia Civil de Goiás apresentou um pedido de prisão preventiva, mas a Justiça negou, impondo apenas medidas cautelares (que não foram publicamente reveladas).
Em meio ao cenário, Marcelo continua atendendo normalmente, conforme apurou o portal IG. A polícia investigava crimes relatados por cinco vítimas. No entanto, segundo informações desta sexta (17/04), mais 7 mulheres se apresentaram relatando episódios semelhantes de violência.
Nesta semana, a delegada Amanda Menuci, adjunta da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem), tomou a decisão de expor o nome e o rosto do médico, com intuito de encorajar novas denúncias de vítimas que reconheçam o médico – o que aconteceu.
“As investigações demonstraram relatos consistentes desde o ano de 2017 até agora, em 2026, de uma conduta totalmente antiética”, declarou a delegada em coletiva de imprensa nesta semana, onde explicou detalhes da investigação.
De acordo com o inquérito policial, Marcelo não é investigado apenas por estupro, mas por estupro de vulnerável. Isso se deve ao fato das vítimas estarem em contexto de vulnerabilidade no momento dos alegados crimes.

