Em julho, uma data simbólica marcou a trajetória da atriz Drica Moraes, que celebrou 15 anos desde o transplante de medula óssea que transformou sua vida e trouxe a chance de realizar muitos sonhos.
Diagnosticada com leucemia mieloide aguda em 2010, a atriz passou por um processo delicado, que hoje é lembrado como ponto de virada para uma nova fase, marcada pela cura e pela recuperação plena. Histórias como a dela chamam atenção para uma doença que, apesar de rara, exige atenção e resposta médica imediata.
A leucemia mieloide aguda é um tipo de câncer que atinge o sangue e a medula óssea, afetando diretamente a produção das células sanguíneas. O processo tem início com alterações genéticas nos blastos, células jovens da medula que deveriam se tornar glóbulos brancos saudáveis.
Em vez disso, essas células se multiplicam desordenadamente, o que compromete o equilíbrio do sistema hematológico. Essa condição pode causar sintomas variados, como cansaço extremo, palidez, manchas roxas na pele, febres persistentes e maior propensão a infecções, além de perda de peso e dores nos ossos.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam que, entre 2023 e 2025, o Brasil deverá registrar cerca de 11.540 novos casos da doença por ano. Fique atento aos sintomas.
Embora represente uma pequena porcentagem entre os diversos tipos de câncer, a leucemia mieloide aguda corresponde a aproximadamente 30% dos casos entre adultos e demanda abordagem terapêutica intensa.
O tratamento é baseado, principalmente, em quimioterapia para eliminar as células anormais. Em muitos casos, especialmente entre pacientes jovens ou com maior risco de recaída, o transplante de medula óssea torna-se fundamental.
Recentemente, o avanço de terapias-alvo e imunoterapias ampliou as possibilidades de cuidado, oferecendo alternativas menos agressivas para públicos que não suportam quimioterapia tradicional.
O exemplo de superação da atriz reforça a importância do diagnóstico precoce e da evolução constante da medicina no combate a doenças hematológicas.

